Em 80 anos de história, a situação nunca ficou tão delicada, lamenta diretora do HSJ
Dívida atribuída ao Estado e município é de R$25 milhões
Por Redação Engeplus
Em
O tradicional jaleco branco dos profissionais do Hospital São José, de Criciúma, foi substituído por camisetas pretas em virtude da greve na entidade que segue sem previsão de término. De luto pela saúde, os trabalhadores assistiram à coletiva de imprensa realizada nesta manhã. Segundo a diretora administrativa da instituição, Líbera Mezzari, em 80 anos de história esta é a primeira vez que o São José enfrenta uma situação tão delicada.
“Já passamos por outras crises financeiras, mas dessa vez a dívida ultrapassou todos os limites. Jogo de cintura nunca nos faltou, mas esse momento é realmente delicado. O Estado e município precisam entender isso. Acabaram a maioria dos remédios em nossa farmácia. Não tem como continuar atendendo a população com estas condições”, explicou.
A preservação dos profissionais também foi mencionada por Líbera. “Eles não são obrigados a trabalhar sem receber. É injusto com eles. Estamos dispostos a negociar esta dívida, desde que tenha o mínimo de sustentabilidade para nosso funcionamento. Queremos respostas e não promessas”, disse.
O assessor jurídico do hospital, Paulo Henrique Góes, destacou que a greve está dentro da lei. Todavia, os casos de urgência e emergência continuam sendo atendidos. “Os 30% do efetivo está preparado para atender as ocorrências (de urgência e emergência) que surgirem. Em nenhum momento deixamos de atender estes casos”, enfatizou.
Por causa da greve, casos como o de Idelvina Goulart, de 37 anos, não são atendidos. Sem conseguir conter as lágrimas, ela descobriu há seis meses que estava com câncer.
“Tenho uma filha de cinco anos e um menino de 9. Cada dia o risco é maior de meus filhos ficarem sem mãe. Meu caso é grave e preciso ser operada o quanto antes. Trouxe meus exames hoje, mas não fui atendida. Por isso resolvi ficar e ajudar os profissionais a protestar. Eles merecem o reconhecimento pelo serviço que prestam a nós. É um absurdo o que está acontecendo com o Hospital São José”, lamentou.
A dívida atribuída ao Estado e município é de R$25 milhões.
Leia mais sobre:


































