Por Redação Engeplus
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Profissionais de enfermagem pararam as atividades por cerca de 30 minutos no início da tarde desta quarta-feira no Hospital São José. A paralisação aconteceu no pronto-socorro da unidade hospitalar e contou com a organização do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (SindiSaúde) de Criciúma.
De acordo com o presidente do sindicato, Cléber Ricardo Cândido, os profissionais querem melhores condições de trabalho. “Hoje existem 24 leitos e cerca de 70 internados. Além de que, apenas cinco profissionais fazem os cuidados”, ressaltou ele. “Queremos a contração de mais 30 profissionais de enfermagem e mais leitos à disposição. Só assim, conseguiremos tratar os pacientes com atenção e com dignidade”, completou.
Segundo os profissionais, o risco de dar um medicamento errado a um paciente é muito grande, devido à falta de estrutura. “Há um ano e meio estamos discutindo com a direção do hospital. Estamos chegando ao nosso limite de conversa”, explicou o presidente do SindiSaúde de Criciúma.
O secretário-geral do sindicato, Ivan Bitencourt, salientou que diversos encontros já foram feitos. “Já fomos à Secretaria de Saúde, ao Ministério Público, ao Conselho Municipal de Saúde e até mesmo à Câmara de Vereadores, que realizou duas audiências públicas. Além dos vereadores, o Ministério Público do Estado também nos ajudou”, pontuou ele.
Ao terminar a manifestação, a diretora do Hospital São José, Irmã Terezinha Buss, foi até os profissionais e pediu para que retornassem ao trabalho. “Esta é uma entidade privada e não se pode inibir a atuação dos profissionais”, solicitou ela. Em seguida, os representantes do sindicato foram convidados para uma reunião com a direção da instituição. Para garantir que não houvesse tumulto e o atendimento aos pacientes, a Polícia Militar foi chamada ao local.
De acordo com a assessoria de imprensa do Hospital São José, uma posição oficial em relação às reivindicações da categoria será enviada por meio de nota.


































