Entre o samba e o pagode, Caique Lima relembra sua trajetória musical
Natural de Salvador, ele teve o primeiro contato com os instrumentos ainda na infância

A música sempre esteve presente na vida de Caique Lima. Criado em uma família com forte ligação ao samba e ao pagode, o músico encontrou ainda na infância a inspiração para seguir carreira no meio artístico. Filho de percussionista, passou boa parte da infância acompanhando ensaios, rodas de samba, apresentações e shows ao lado do pai e dos tios, que também atuavam na música.
Em entrevista ao Portal Engeplus, Lima explicou que a paixão surgiu de forma natural, a partir das experiências vividas dentro de casa. “Meu pai, meus tios e meu padrinho eram músicos, e minha mãe sempre ouviu muita música. Desde cedo, fui acostumado a escutar fitas e CDs”, relatou.
Natural de Salvador (BA), Lima teve o primeiro contato com os instrumentos ainda na infância. Inicialmente, começou na percussão e, mais tarde, encontrou no cavaquinho o instrumento que despertou sua dedicação definitiva à música e marcou o início de sua trajetória artística.
Morador de Criciúma há 16 anos, o músico relembra que os primeiros passos na carreira profissional aconteceram ainda na adolescência. Aos 14 anos, começou a tocar em pequenas bandas de amigos nos bairros da cidade. “Com o tempo, fui expandindo o trabalho, tocando em grupos mais conhecidos, como Pagode Família e Sambá Comunidade, além de me apresentar ao lado de músicos que eu já admirava e tinha como referência”, contou.

A música também foi responsável pela mudança de Lima para Criciúma. Aos 15 anos, ele recebeu um convite para integrar uma banda na cidade após ser indicado por um tio. Apesar da oportunidade, a pouca idade acabou impedindo a mudança naquele momento.
“Na época, eles precisavam de um cavaquinista, e eu cheguei a ser convidado para integrar o grupo. A oportunidade era muito boa, mas, por eu ser menor de idade, a mudança para outro estado acabou dificultando bastante as coisas”, relembrou.
O desejo de se mudar para Criciúma nunca foi deixado de lado. Após passar um ano em São Paulo e retornar à cidade natal, aos 20 anos, Lima recebeu um novo convite para seguir a carreira musical em Criciúma.
“Desta vez, a proposta era para integrar uma banda menor, o que também me permitiu conciliar a música com os estudos. Foi assim que comecei minha trajetória na cidade e passei a construir minha carreira na região”, destacou.
Principal desafio na carreira
Acostumado a atuar apenas como instrumentista durante grande parte da carreira, Lima precisou enfrentar um desafio diferente ao assumir também os vocais. Segundo ele, a adaptação exigiu mudanças de hábitos e cuidados que antes não faziam parte da rotina.
“Sair da zona de conforto sempre é um grande desafio, e na música não é diferente. A transição de instrumentista para cantor foi bastante difícil. Existem hábitos que precisam mudar, além da necessidade de cuidar mais da voz. Essas preocupações não fazem parte da rotina de quem atua apenas como instrumentista”, explicou.
O artista afirma que a adaptação aconteceu gradualmente, mas que ainda exige dedicação constante. “Hoje já estou mais acostumado, mas continua sendo um desafio. É mais fácil do que quando ocorreu a mudança, mas ainda exige bastante cuidado”, acrescentou.
Eventos e apresentações
Ao longo da trajetória no samba e no pagode, Caique Lima integrou diversos grupos e se apresentou em eventos de destaque em Santa Catarina. Durante a carreira, dividiu o palco com diferentes artistas e participou de festas, shows e rodas de samba em várias cidades da região.
Entre as apresentações mais marcantes estão sua participação no Pagodin dos Brothers, em Criciúma, além de shows em eventos como a Feijoada do Neguinho e o CarnaRincão. O artista também foi uma das atrações do Botequim 360º, consolidando sua presença nos principais eventos de samba e pagode do Sul catarinense.
Entre os próximos projetos, estão a gravação de músicas autorais e a produção de um audiovisual, com o objetivo de ampliar sua presença no cenário musical e apresentar ao público um trabalho cada vez mais autoral.





































