Homem que matou a mando de facção criminosa é condenado em Turvo
O réu foi sentenciado por homicídio triplamente qualificado

Por Redação Engeplus -
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O acusado de matar Maria Fernanda Rocha Anacleto a mando de uma facção criminosa, foi condenado a 15 anos de reclusão, em regime inicial fechado, em sessão do Tribunal do Júri da Comarca de Turvo. Os jurados seguiram o entendimento do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e consideraram o réu culpado pelo crime de homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, surpresa e feminicídio.
Segundo o promotor de Justiça Cláudio Everson Gesser Guedes da Fonseca, o réu ceifou a vida da vítima em razão de uma determinação da facção criminosa da qual ele faz parte, revelando-se, portanto, torpe a motivação.
O crime também foi cometido contra a vítima por razões da sua condição de sexo feminino, movido por sentimentos de menosprezo e discriminação à sua condição de mulher. A facção determinou a morte de Maria Fernanda com o objetivo de controlar a vida sexual e os relacionamentos não só da vítima, mas de todas as mulheres que venham a se relacionar com os integrantes daquela organização criminosa, exigindo delas, sob pena de morte, que lhes guardem fidelidade, sobretudo quando se encontrarem presos.
Ainda conforme o promotor de Justiça, o crime foi cometido mediante surpresa, já que o homem entrou na casa da vítima durante o repouso noturno - quase à meia-noite - e, tão logo a viu deitada sobre uma cama, efetuou disparos de arma de fogo contra ela, o que impossibilitou a defesa de Maria Fernanda.
Entenda o caso
Maria Fernanda Rocha Anacleto, de 20 anos, manteve um relacionamento amoroso com um integrante de uma facção criminosa que atua dentro e fora do sistema prisional catarinense. Durante a união, o homem foi preso. Foi então que Maria Fernanda passou a se relacionar com outro rapaz.
De acordo com a denúncia do MPSC, ao considerar o comportamento de Maria Fernanda como uma traição, a facção decretou a morte dela e do atual companheiro. O réu, também integrante da organização criminosa, ficou encarregado de executar a ordem de morte.
No dia 14 de julho de 2020, ele saiu de Araranguá e, ao chegar a Turvo, por volta das 23h30, foi em direção à residência de Maria Fernanda, na Estrada Geral do Loteamento do Laerte. Empunhando uma arma de fogo, o réu adentrou a casa da vítima e, ao vê-la deitada em uma cama, efetuou os disparos.



































