Por Marlon Pires Leandro - Especial Engeplus
EmA mistura na MPB contemporânea é essencial. A baiana Illy ganha destaque com o seu mix espontâneo que vai do samba ao rock e que em seu primeiro disco conta com canções de Chico Cesár, Arnaldo Antunes e Djavan.
O álbum intitulado Voo longe, que tem a produção de Alexandre Kassin e Moreno Veloso, tem um tom pessoal e íntimo de uma das vozes mais promissoras da música brasileira, o que talvez explique a identificação do seu público. “A minha vontade é que as pessoas dancem, riam, sofram e vençam ouvindo o disco”, conta Illy em entrevista exclusiva ao Portal Engeplus.
A música Voo longe é um dos destaques do álbum. O clipe da canção, assim como outros dela, se mostra bem expressivo. “Acredito que minha experiência com teatro tenha contribuído bastante para eu interpretar as canções, para atuar nos clipes. Gosto de participar de tudo, dar pitacos nos roteiros, mas claro que respeitando os profissionais que embarcam nessa onda comigo”, comenta.
Illy já fez parte da lista da GooglePlay dos nomes mais promissores e abriu shows para Gal Costa, Djavan e já cantou com Caetano Veloso, Fagner e Mart’nalia. Todo esse potencial começou com uma grande aposta e correndo alguns riscos ao lançar seu primeiro trabalho em homenagem a um dos seus grandes ídolos, o "Illy canta os cem anos de Caymmi", mas foi o grande mérito foi justamente essa ousadia.
“Esse projeto foi muito coração mesmo. Cantar o que eu gosto e o que eu aprendi em casa com minha família. As canções do nosso mestre Caymmi fazem parte de minha vida. Cantei com amor e sem grilos”, comenta a cantora, que complementa: “Ah, os riscos poderiam ter sido muitos se eu tivesse parado pra pensar nisso”.


































