Impasse da restrição de Gás Natural na região Sul continuará no médio prazo
Federações das Indústrias dos três Estados do Sul discutem perspectivas para essa questão
Por Redação Engeplus
EmEmpresas que desejam passar a utilizar gás natural ou ampliar seu uso não ouviram perspectivas de soluções de suprimento no curto prazo durante a reunião do Fórum Industrial Sul, realizada na última semana, para debater as perspectivas para o setor na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).
O consumo de gás no Sul é de 4,8 milhões de metros cúbicos por dia. Em Santa Catarina, o consumo atual, de acordo com dados da SC Gás, é de 1,8 milhão de metros cúbicos por dia, mas a demanda é de 3,9 milhões/dia. A distribuidora catarinense possui contrato de fornecimento com a Petrobrás de dois milhões de metros cúbicos de gás por dia. Porém, por restrições da oferta do insumo e na infraestrutura, não pode aumentar esses volumes. A indústria é a principal responsável pelo consumo do gás, com 80%.
"A atração de novos investimentos para a região Sul está relacionada à disponibilidade de gás. Por isso, precisamos discutir melhorias na infraestrutura de transporte, estratégias de fornecimento, entrada de novos players e o papel das agências reguladoras", ressaltou o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, ao destacar ainda a necessidade de tarifas competitivas. Os presidentes da Fiergs e Fiep, Heitor Muller e Edson Campagnolo, respectivamente, defendem posições parecidas com a de Côrte. Ambos condordam que a união dos três Estados do Sul é muito importante para facilitar essa questão.
Presente no evento, o secretário do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, destacou os esforços de exploração de gás em terra, mas afirmou que a ampliação da oferta do insumo só virá no médio e longo prazo. Segundo Zimmermann, os planos de melhoria na oferta de gás à indústria ainda dependem do Planejamento Decenal (PMAT), prometido ainda para o primeiro semestre, e que traz o planejamento para os próximos 10 anos.
O Brasil não tem grandes reservas de gás provadas hoje. São em torno de 15 trilhões de pés cúbicos, mas com um potencial estimado de avançar trinta vezes isso, chegando a 400, 500 trilhões de pés de gás convencional e não convencional, informou Zimmerman. "Há um esforço muito grande do governo de licitar estas áreas que tem potencial. Em outubro, teremos a primeira grande rodada de licitação de gás em terra", afirmou.


































