Lixo comum
Lixo comum e lixo químico não combinam
Por Redação Engeplus
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Não há um estudo da quantidade de lixo produzido pela construção civil em Criciúma e região, mas é de conhecimento de todos que este número cresce a cada mês. Pensando nisso a Fundação Municipal do Meio Ambiente de Criciúma (Famcri) desenvolve um projeto para a criação de um espaço específico a esses resíduos.
“Hoje não temos aonde descartar este tipo de lixo e ele acaba depositado no mesmo local do lixo comum”, constata o chefe de Departamento da Famcri, Salésio Nolla. Ele afirma que tijolos e cimentos já endurecidos não fazem mal ao meio ambiente onde são descarregados, mas diminuem o espaço do aterro, o que reduz a vida útil do espaço. Porém, resíduos como tintas e massa corrida podem agredir o solo.
“A preocupação não é só da Famcri. As empresas também estão preocupadas com o descarte destes materiais”, garante Nolla. Pensando nisso, a construtora Locks, de Criciúma, fez parceria com o fornecedor de massa corrida e faz descartando corretamente o material. “Nosso setor de compras percebeu que o material iria degradar o ambiente se colocado junto com o lixo comum e entramos em contato com o nosso fornecedor, que já recicla este material”, explica a responsável pelo marketing da construtora, Tatiane Patrício. Por mês, cerca de 200 latas de massa corrida são recolhidas pela empresa de reciclagem.
Lixo eletrônico também tem descarte adequado – Tubos de televisores, pilhas, lâmpadas fluorescentes e celulares que não são mais utilizados são recolhidos nos prédios públicos de Criciúma e reciclados em outras cidades. “Estes materiais eletrônicos são encaminhados para empresas que fazem a reciclagem em outras cidades, já que eles precisam ter o encaminhamento correto”, afirma Nolla.
Lixo agrícola é 90% reciclado – O lixo de agrotóxicos usados na produção da agricultura é 90% reciclado em todo Brasil, o restante é incinerado por estar infectado. “Há uma legislação estadual que orienta os agricultores a separarem as embalagens e realizarem um tipo específico de lavagem. Depois disso, eles devem levar o material para o estabelecimento onde compraram o produto, que têm a responsabilidade de encaminhar as embalagens para a Central Regional de recolhimento”, explica o engenheiro agrônomo da Epagri, Paulo Tagliari.
A Central de Recebimento do Sul de Santa Catarina está em Araranguá e é de responsabilidade da Associação de Revendedores de Agroquímicos do Sul (Arasul), que separa os materiais, prensa em fardos e encaminha à reciclagem. “Em 2010 foram 78 toneladas de materiais separados pela associação, sendo que 10% foi incinerado porque não poderia ser reciclado”, explica o gerente da Arasul, Dion Elias. A empresa recebe materiais agrícolas de Osório (RS) à Florianópolis. Em 2011 a quantidade de material arrecadado na Arasul deve ser de 92 toneladas.



