CPI das Bolsas
Mastella não comparece na CPI e manda defesa por escrito
Novos questionamentos a respeito de bens das esposas dos citados nas investigações serão respondidos nos próximos dias
Por Redação Engeplus
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O ex-professor da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) e ex-secretário do Sistema Econômico da prefeitura de Criciúma, Miguel Mastella, não compareceu à reunião da CPI das Bolsas realizada na tarde desta sexta-feira. Ele encaminhou sua defesa por escrito e assinado pelo seu advogado, Enir Antonio Carradore. Depois de lida as cinco páginas de sua defesa durante a reunião, os parlamentares responderam todos os 15 itens compostos no documento. Conforme a presidente da CPI, vereadora Camila do Nascimento (PSD), será feita uma pesquisa em nome das esposas de Valmes Colombo e Dourival Giassi, já que isso foi levantado em um dos itens do ofício encaminhado pelo advogado de Mastella.
Os vereadores receberam os documentos referentes ao levantamento de bens e segundo a presidente, consta que há duas matrículas correspondentes a um imóvel (apartamento), e um Box (garagem), localizados nesta cidade. “O que nos impende destacar é que para aquisição dos referidos bens, no dia 14/01/2010, Mastella e sua esposa realizaram um contrato de mútuo e alienação fiduciária em garantia em favor da CEF, com escopo de garantir o financiamento por esta concedida aos devedores fiduciantes (Mastella e sua esposa), no valor de R$ 100,000,00, sendo o prazo de amortização 180 meses”, disse.
“Acontece, que no dia 25/06/2013, foi averbado nas referidas matrículas o cancelamento do registro da alienação fiduciária outrora realizada para garantir o financiamento para aquisição desses bens, datado em 04/06/2013, pela CEF. Portanto, verifica-se que o financiamento anteriormente programado para extinção em 180 meses (15 anos) foi adimplido com 39 meses (3,5 anos e meio). Fato relevante a ser considerado por essa Comissão tendo em vista o período do referido cancelamento do registro da alienação fiduciária, a qual seja, mês de junho do ano de 2013, período posterior este, aquele que afirmou o tesoureiro da Unesc, Valmes Colombo, ter entregado em espécie aproximadamente R$ 700 mil, por supostos depósitos indevidos, para Mastella, professor da instituição e secretário do sistema econômico da Prefeitura de Criciúma à época”.
“Acredito que todos os questionamentos foram bem respondidos pela presidente. Tivemos que concordar em um item que foi a não busca de informações em relação às esposas das outras pessoas ouvidas na CPI e no relatório vou procurar ser o mais claro possível. Nesta próxima reunião vamos tentar receber os dados das esposas e se houver novos fatos será continuada a investigação, se não, provavelmente será encaminhada para o relatório e posterior aprovação”, observa o vereador Silvio Avila Junior (PP), relator da CPI, lembrando que “esta Casa tem a obrigação de zelar por tudo o que for público. É nosso direito, como vereadores, acompanhar o destino do montante”.
A próxima reunião será dia 14 de maio, às 14 horas, na Casa Legislativa.
Fazem parte também da CPI, os vereadores Pastor Jevis (PDT), Edson Aurélio (PSDB), Dr. Mello (PT) e Tita Belolli (PMDB). O objetivo da CPI é apurar possíveis irregularidades no convênio celebrado entre Governo Municipal e a Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), referente aos supostos desvios no repasse de valores e encontro de contas das Bolsas de Estudos mantidos pelo Governo do Município.
Com informações de Daniela Savi/Comunicação Câmara de Vereadores de Criciúma



