Ministério Público Eleitoral abre investigação para apurar disseminação de fake news
A investigação também acontece em relação as reclamações de eleitores no dia do pleito

Por Redação Engeplus
EmO Procurador Regional Eleitoral de Santa Catarina, Marcelo da Mota, abriu um procedimento preparatório eleitoral - o equivalente a um inquérito civil público - para apurar a relação das reclamações em ata feitas por eleitores no dia da eleição com a disseminação de fake news sobre a segurança do processo eleitoral.
A Procuradoria Regional Eleitoral de Santa Catarina foi a primeira do país a instaurar esse tipo de investigação. O procedimento foi instaurado para obter informações, ouvir testemunhas e envolvidos e pode resultar em representações, ações de investigação judicial eleitoral e ações criminais e cíveis. Os eleitores que fizeram reclamações em ata, dependendo do caso, podem ser intimados para prestarem esclarecimentos.
No momento, a Secretaria de Tecnologia da Informação do TRE-SC está apurando de forma técnica os relatos dos eleitores para verificar se realmente ocorreram problemas nas urnas eletrônicas.
Para o Procurador, Marcelo da Mota, há a suspeita de que a disseminação das fake news estão interligadas com as reclamações registradas em ata. “Há um fundo comum tanto nas notícias falsas quanto nessas reclamações. Estamos apurando tecnicamente a origem desses relatos e, depois disso, vamos esclarecer se foram genuínas ou se foram para criar um estado de ânimo na população. Se nós temos várias reclamações e todas elas são infundadas, o problema é outro, não é o funcionamento da urna. Por isso, estamos investigando essa situação em paralelo com as fake news”, afirmou.
Nesta quinta-feira, dia 18, será realizada uma reunião das Procuradorias Regionais Eleitorais com a Procuradoria Geral Eleitoral, que encaminhou as orientações para averiguar as reclamações e as fake news disseminadas. No encontro, serão alinhadas as próximas ações, com o objetivo de impedir que os envolvidos continuem com atividades que contrariem as regras eleitorais.
Segundo o Procurador, podem ser responsabilizados pelas ações os partidos, candidatos e também apoiadores de candidatos. “A responsabilidade primeira é sempre do partido, que tem o ônus e o bônus. Os partidos recebem dinheiro público, têm espaço na televisão e, portanto, têm essa função constitucional de traduzir movimentos políticos para a democracia representativa. Eles são responsáveis por todos esses movimentos políticos que fomentam”, esclareceu Mota.

































