Negócios fechados no exterior são alternativa para o mercado imobiliário

Número de imóveis locados não diminuiu no último ano, diz proprietária de imobiliária

Por Amanda Ludwig

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Negócios fechados no exterior são alternativa para o mercado imobiliário

Investir em negócios fechados no exterior tem sido um dos caminhos traçados pela Raquel Lima Imobiliária, de Içara. Esta foi uma das formas encontradas pela proprietária Raquel de Oliveira Lima e pela gerente Adriana Lima Zanette para driblar o momento econômico vivido pelo Brasil nos últimos anos.

“Até o momento, nosso corretor viajou duas vezes e em ambas conseguiu fechar negócios. Inclusive, novos contatos foram feitos no pós-viagem e isso nos rendeu bons frutos”, destaca Adriana.

A imobiliária trabalha há 30 anos com locação de imóveis e há 10 com vendas. A gerente explica que nos últimos anos não houve, necessariamente, uma diminuição no número de imóveis locados. O que aconteceu, segundo ela, é que as pessoas começaram a trocar apartamentos por casas ou por outros apartamentos com um aluguel mais em conta.

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“Todo mundo precisa alugar ou comprar para ter onde morar. Nos últimos anos, notamos que muitas pessoas têm trocado o apartamento maior pelo menor, por exemplo. Elas estão em uma transição para algo mais barato. Para uma família, conseguir economizar R$ 200 ou R$ 300 por mês faz bastante diferença”, explica Adriana.

O mercado imobiliário, segundo a proprietária Raquel Lima, está estabilizado. O que mudou foi o número de pessoas que deixaram de pagar os valores devidos. “Não chegamos a notar diferença nas locações ou vendas, mas o que aconteceu é que aumentou a inadimplência. Por isso iniciamos um trabalho em conjunto com o cartório, que nos ajuda bastante com a cobrança”, destaca.

Apesar disso, é notável o número de pessoas que decidiram investir em imóveis nos últimos anos. “Para a venda, percebemos que pessoas mais jovens e empresários têm comprado mais. O mercado imobiliário tem corrido atrás, porque sabemos que não podemos ficar estacionados esperando uma crise nos consumir”, diz Raquel.

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