O amarelão dos verde-olivas

O “AMARELÃO” DOS VERDE-OLIVAS
Texto – Willi Backes
Segundo convenção científica, são reconhecidas como cores primárias o azul, vermelho e amarelo, e, como cores secundárias o verde (combinação do azul e amarelo), laranja (combinação do amarelo e vermelho) e o roxo/violeta (combinação do vermelho e azul).
As combinações de cores são utilizadas para embelezar e representar o que se deseja transmitir visualmente. Por tradição e vocação também as Famílias, Entidades e Nações fazem uso das cores em seus brasões, logomarcas, uniformes e demais símbolos oficiais.
No caso da Bandeira do Brasil, duas versões são recorrentes quanto a interpretação da utilização das cores. A Bandeira da República Federativa do Brasil foi adotada em 19 de novembro de 1889, na primeira versão com 21 estrelas em branco. Em 11 de maio de 1992, a última versão teve acréscimo de estrelas, totalizando 26 Estados e o Distrito Federal. A única estrela que está acima da faixa branca do “Ordem e Progresso” é conhecida por “Spica” e representa o Estado do Pará, que na época era o maior território próximo ao eixo equatorial. O desejo do Marechal Deodoro da Fonseca foi respeitado quanto a versão da utilização das cores: a cor verde representa a Casa de Bragança de D. Pedro I, o primeiro Imperador do Brasil, o amarelo/ouro representa a Casa de Habsburgo de sua esposa a Imperatriz Maria Leopoldina. O círculo azul representa o céu do Brasil.
A versão discordante afirma que as cores da Bandeira Brasileira significam que o Verde representa a vegetação densa existente, o Amarelo representa o ouro e demais riquezas minerais, o Azul representa o céu e os rios brasileiros e, o Branco representa o desejo de paz.
O Exército Brasileiro, componente das Forças Armadas junto com a Aeronáutica e Marinha, até o final da Década de 80 fazia uso da Cor Verde-Oliva operacional nos seus uniformes. O tradicional uniforme foi substituído por uniforme operacional camuflado, espelho das florestas tropicais com vegetação densa, usado pelas tropas de selva, paraquedistas e forças especiais.
SEGURANÇA NACIONAL E INTERNACIONAL
Toda e qualquer Nação/País - inclusive o Estado do Vaticano – independentemente da ideologia, sistema ou forma de governo, possui suas forças de segurança, policiais, exércitos ou milícias, com objetivo primordial oferecer segurança ao principal mandatário, ao povo residente e área territorial. Não sem razão, a indústria bélica é a mais avançada tecnologicamente e que recebe o maior orçamento em qualquer Nação.
O inventário do tamanho das Forças Armadas Brasileiras – Exército, Marinha e Aeronáutica – quanto aos profissionais envolvidos e equipamentos utilizados, resume-se a soma de incógnitas. O Exército Brasileiro, a parte mais visível das Forças Armadas, cogita-se que estão na ativa mais de 280 oficiais-generais, e outras centenas na reserva, assim como, a tropa terrestre tem algo em torno de 400.000 soldados na ativa e outros 1.340.000 na reserva. Somando-se a esses a Aeronáutica e Marinha, os números são estrondosos. É muita gente, com exigente orçamento bilionário, e, pouca resposta efetiva.
Desde sempre, foi e é a questão territorial – manutenção, ocupação e utilização - o maior problema da Nação Brasileira. As Forças Armadas do Brasil fazem cara e olhar de paisagem quando o tema é a ocupação e domínio do território que se convencionou como sendo a Amazônia Brasileira.
DO TAMANHO DA ÁREA, AS DIMENSÕES DA INOPERÂNCIA
A área da Amazônia sul americana, tem total de 6.700.000 km2, dos quais, 62% estão em território Brasileiro. O restante 38% está distribuído na Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana Francesa e Suriname, do qual, nada se ouve, se cogita ou se cobiça.
O território da Amazônia Brasileiro é violado a décadas por organizações e indivíduos dos países circunvizinhos e nações estrangeiras de todas as partes. O Brasil admite que na cidade – por exemplo – do Rio de Janeiro, forças policiais não podem atuar para manter a ordem e segurança, imagine então, as dimensões da Amazônia para ordenar.
As Forças Armadas Brasileiras – Exército, Marinha e Aeronáutica - tem pessoal, profissionais, equipamentos, conhecimento (?) e engenharia, para assumir, planejar, executar e apoiar implantação de projetos de ocupação racional da Amazônia, permitindo e ordenando o desenvolvimento humano e econômico dos residentes e de toda a Nação.
O princípio da existência das Forças Armadas não pode se resumir a fazer segurança em eventos esportivos, ocupação de comunidades paralelas aos dominados por facções criminosas, ou, bater continência para autoridades civis em atos oficiais.
A sonolência e omissão das Formas Armadas estacionadas nas casernas, nos portos e aeroportos, não justificam o sugestivo traje operacional que ostentam.



