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Oposição quer

Oposição quer mais investigação

Por Redação Engeplus

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Os vereadores da bancada de oposição ao prefeito Clésio Salvaro (PSDB) concederam entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira, no plenário da Câmara de Vereadores de Criciúma. Participaram do evento os vereadores Antônio Manoel, Vanderlei Zilli e João Fabris (PMDB), Ivan Westphal (PT) e Carlos Augusto Euzébio (PC do B), além do vereador licenciado Douglas Mattos (PC do B), que presidiu a CPI do Esgoto em 2011. Eles anunciaram que tomarão algumas providências baseados na Ação Civil Pública protocolada pelo Ministério Público sobre os cinco denunciados no caso da repavimentação das ruas atingidas pelo sistema de esgotamento sanitário em Criciúma.

De acordo com os parlamentares, quatro ações serão protocoladas no Ministério Público e na Prefeitura de Criciúma. As providências tomadas pelos vereadores de oposição são:

1. Solicitação do afastamento dos servidores públicos envolvidos no processo;
2. Requerimento para suspensão de todos os contratos do município com a empresa Artevila e investigação dos contratos com as empresas envolvidas no processo;
3. Envio de expediente à Secretaria de Justiça e Cidadania de Santa Catarina informando sobre o possível uso de lajotas produzidas no Presídio Santa Augusta nas obras de repavimentação;
4. Solicitação para aprofundamento nas investigações sobre o pagamento de subcontratados com valores em espécie ou com cheques de terceiros.

Para o vereador licenciado Douglas Mattos, os pontos destacados no processo demonstram haver práticas ilícitas. “O próprio promotor de Justiça explicou que as práticas utilizadas não são usuais e ferem o Direito Administrativo”, declarou ele. O vereador Carlos Augusto Euzébio foi mais incisivo. “O processo traz dados sórdidos. Há uma nuvem cinza e fumaça nesses documentos”, pontuou o suplente de vereador.

A intenção dos parlamentares de oposição é fazer com que a investigação seja aprofundada. Porém, questionados sobre a possibilidade de uma nova CPI, eles negaram. “Não queremos partidarizar ou politizar esse caso. Temos indícios que justificariam uma nova CPI, mas não é oportuno. Acreditamos que o Ministério Público pode fazer um trabalho ainda mais criterioso e aprofundado”, explicou o vereador licenciado Douglas Mattos. “Queremos saber como o esquema ocorreu em ainda mais detalhes”, concluiu.

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