Por Nei Manique - neimanique@engeplus.com.br
EmO comércio de CDs em Criciúma caiu nos últimos meses e uma das razões continua sendo a pirataria.
O crime, praticado há muito tempo, é um dos grandes responsáveis pela baixa procura de exemplares originais.
Nos camelôs, por exemplo, é possível encontrar CDs por R$ 5, valor bem abaixo do mercado que é a partir de R$ 10.
“A queda nas vendas é resultante de dois fatores e o primeiro é o não-controle da pirataria”, explica Júlio César Wessler, sócio-proprietário das Lojas Fátima. “As operações de combate ao crime da polícia são esporádicas”, observa. “E o segundo é o MP3, que armazena as músicas baixadas na internet substituindo assim o CD.”
Com as facilidades que a internet proporciona, é possível fazer download grátis, embora ilegal, de músicas em formatos como o MP3. Ironicamente, a alternativa acaba transformando a rede de computadores numa aliada na venda de aparelhos de mídia portátil, como MP4 e MP5.
Comprar um disco compacto nas lojas chega a ser quase uma raridade nos dias de hoje, mas há quem discorde. Segundo o gerente da Multisom, Sérgio Provedan, os CDs são um dos artigos que mais vendem. “Este tipo de comércio vai continuar”, garante. “Pessoas na faixa dos 20 aos 60 anos preferem comprar um original a baixar músicas pela internet.”
As escolhas por CDs e aparelhos de MP3 se revezam com as necessidades dos consumidores. “Quando você gosta de músicas e tem afinidade com o artista, vale a pena comprar CD”, avalia a psicóloga Michele Baumeier. “Mas se a pessoa gosta apenas de determinadas músicas, fazer downloads na internet acaba sendo a opção mais adequada.”
(Colaboração/fotos: Filipi Ghedin / Especial / Canal Música)


































