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Arquitetura e Design Contemporâneo

Piscinas ecológicas: tendência no Brasil

Por João Rieth

3 min de leitura

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Foto: Archdaily

Conhecidas como piscinas ecológicas ou biológicas, as piscinas naturais se tornaram um elemento capaz de aumentar a conexão com a natureza, possibilitando a criação de um espaço recreativo e reproduzem um ecossistema composto por plantas, pedras e até mesmo algumas espécies de peixes.

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O termo “natural” está relacionado ao tipo de tratamento que a água da piscina recebe que, neste caso, é livre de produtos químicos. Nesse sentindo, seu funcionamento se assemelha ao de um lago natural, já que cada componente possui a sua função no sistema: as pedras e areia retêm as impurezas, as plantas promovem a oxigenação aquática e os peixes colaboram com a limpeza da água ajudando a eliminar larvas e insetos. A piscina natural é auto limpante onde os agentes naturais dispensam a necessidade de produtos químicos, gerando um ciclo de manutenção autossuficiente, econômico e sustentável. As piscinas naturais exigem uma escavação mínima de 1,50 metros de profundidade, podendo ser construídas em diferentes formatos, com formas orgânicas escavadas diretamente no solo natural, dependendo das possibilidades do terreno. Logo após a escavação, aplica-se uma cobertura geotêxtil e manta de borracha – ambos materiais atóxicos – a fim de reter a água. A base das piscinas naturais geralmente é composta por um tipo de areia clara, incluindo também pedras naturais como seixos. O uso do cloro é dispensado.

Como exemplo de aplicação prática, no projeto da Casa MS, do Estúdio Arthur Casas, criou-se uma espécie de lago artificial que circunda toda a edificação e ameniza o clima árido da região do interior paulista. O lago se transforma em uma piscina natural na zona próxima a área de social da casa, com peixes e plantas.

Apesar de já estarem muito presentes em projetos residenciais na Europa e EUA, no Brasil, esse sistema entrou recentemente. Para a manutenção, além do filtro, recomenda-se também o uso de bombas hidráulicas para auxiliar na circulação da água. Mesmo assim, economizam 30% de energia se comparadas com as piscinas convencionais, pelo fato de não necessitarem de componentes químicos. A água da piscina natural pode ser reutilizada para irrigação, o que promove uma troca parcial e benéfica e dispensa a construção de uma cisterna para tal função. Apesar do custo de instalação mais elevado do que as piscinas convencionais, exigem mão de obra especializada para sua construção e podem se tornar uma alternativa para contribuir com ecossistemas locais, inter-relacionando diferentes espécies, incluindo pássaros e insetos, melhorando a qualidade do ar e o microclima da região.

João Rieth Arquiteto e Designer

Rua Cons. João Zanette 90/601

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www.joaorietharquiteto.com.br

@joaorietharquiteturadesign

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