Ponte Anita Garibaldi: transporte rodoviário de carga teve prejuízo de R$ 33 milhões com bloqueio
Dado foi levantado pelo Observatório da Fetrascesc durante os 11 dias de interdição

Os 11 dias de bloqueio da ponte Anita Garibaldi, na BR-101 em Laguna (SC), causaram um prejuízo aproximado de R$ 33 milhões para o setor de transporte rodoviário de carga. Foi o que estimou um levantamento feito pelo Observatório da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc) apresentado divulgado nesta quinta-feira, dia 23.
O levantamento considera a perda de produtividade e o aumento do consumo de óleo diesel decorrentes dos desvios e das dificuldades enfrentadas pelos transportadores durante o período.
“Esse prejuízo decorre do fluxo de caminhões retidos diariamente no trecho. Estamos falando de algo em torno de 5,7 mil caminhões por dia, que chegaram a ficar mais de nove horas retidos. A média foi de quatro horas diárias ao longo desse período. Isso, além de gerar um estresse para o motorista, desbalanceia as programações de carga e descarga e o atendimento aos clientes, ocasionando prejuízos econômicos”, afirmou Dagnor Schneider, presidente da Fetranscesc.
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Além do prejuízo financeiro, o estudo também apontou um impacto ambiental com a emissão de mais de 2 mil toneladas de CO2 equivalente. Para Schneider, o episódio serve como mais um alerta para os problemas enfrentados pelo setor na principal rodovia que corta Santa Catarina.
“É um prejuízo robusto que se impõe à atividade que já sofre com uma série de outros desafios. De tempos em tempos temos que enfrentar essa realidade catarinense de retenção de trânsito, fatores circunstanciais como o da ponte, além de outras situações como deslizamento de encosta, gargalos da rodovia. Tudo isso coloca Santa Catarina em uma situação de vulnerabilidade na sua infraestrutura rodoviária. É um cenário bastante preocupante”, destacou.

O presidente lembra casos como o trecho norte da BR-101 em solo catarinense e a espera pela obra dos túneis do Morro dos Cavalos. “O trecho norte colapsou. Está muito pior. Nós estimamos naquela região um prejuízo anual para o setor de R$ 1,2 bilhão, considerando os mesmos fatores da situação da ponte, que é a perda de produtividade e o consumo de combustível”, evidenciou.
Schneider pontua ainda a necessidade de continuar pressionando os órgãos competentes para encontrar soluções para os gargalos encontrados em Santa Catarina. “O problema é que a gente está se acostumando com esse tipo de situação. Isso não pode acontecer. Não pode ser entendido o que acontece no trecho norte da BR-101, no Morro dos Cavalos, na ponte Anita Garibadi. A gente precisa continuar cobrando o Ministério dos Transportes, a ANTT, as concessionárias, para que a haja ações de reversão desse cenário preocupante”, pontuou.
O levamento da Fetranscesc leva em consideração apenas os impactos causados ao setor representado pela federação. Não estão inclusos nos dados os prejuízos econômicos causados a outras atividades que tiveram a produtividade atrapalhada pelo atraso nas entregas das cargas.




































