Quando a música une gerações: professor compartilha legado com filhos no Sul de Santa Catarina
Sérgio Ricardo Zilli conheceu a música com a mãe e hoje se apresenta com o filho


O som de Sérgio Ricardo Zilli carrega uma história de família, passada de geração em geração. O professor de música e cantor, de 50 anos, teve seu primeiro contato com as melodias ainda na infância, ao lado da mãe, Nadir, nas missas. Hoje, ele divide os palcos com o filho, João Francisco, de 16 anos, que o acompanha ao som do violão e da gaita.
O morador do Morro Chato, em Turvo, se tornou educador somente 25 anos após conhecer a música. “Minha mãe fazia um ensaio por semana e indo nas missas com ela e com meu irmão mais novo fui pegando gosto pela música. Eu aprendi violão aos 18 anos e aos 30 decidi fazer aula de gaita, porque me chamou atenção. Aprendi por dois anos e, aos 35, comecei a dar aula” relembrou Zilli.
Zilli leciona aulas para 45 alunos, entre 7 e 60 anos, em Turvo e Meleiro. Entre os estilos abordados, estão músicas gaúchas, sertanejas e até mesmo italianas. “Geralmente as aulas acontecem em salões paroquiais: segunda e terça-feira no Turvo e sexta-feira no Meleiro. Nos outros dias recebo os alunos na minha casa”, destacou.

O cantor se apresenta com frequência em bailes da terceira idade e festas comunitárias, com repertório querido pelo público. “As músicas mais pedidas são Fundo da Grota, Telefone Mudo e Boate Azul. Os artistas variam desde Mato Grosso e Matias até João Correia e Porca Velha”, pontuou.
Para o artista, as músicas gaúchas carregam uma cultura marcante e rebuscada. “Tem letras que precisamos até procurar o significado das palavras. Tive a oportunidade de conhecer os irmãos Bertucci, referências para muitos grupos do RS, em uma excursão feita justamente para conhecer a história deles”, contou.
Segundo o cantor, a música tem o poder de mudar a vida das pessoas. “Eu já dei aula para meninas muito tímidas, que haviam passado por psicólogos. Ao aprenderem três a quatro músicas se deparam com a igreja lotada e se soltando, perdendo a timidez e tendo mais contato com o pessoal”, frisou.
Hoje, o artista vê a paixão continuar dentro de casa. O filho mais velho, João, segue como parceiro, enquanto mais uma figura vai se apaixonando pela música. “Meu pequeninho, Joaquim, de 4 anos, já está se interessando pela música e faz uns ritmos no cajon. Já João está estudando no momento e vê a música mais como um hobbie, mas segue na gaita e me acompanha nas apresentações”, finalizou.
Zilli compartilha algumas aulas e apresentações nas redes sociais. É possível acessar clicando no link.


































