Sem a JBS, Morro Grande busca alternativas
Por Redação Engeplus
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“O clima é o pior possível. Estamos em velório faz dias”. Assim o prefeito Valdionir Rocha (PSD) define a situação de Morro Grande nove dias após o anúncio da JBS Alimentos de que fechará a unidade no município a partir de 1º de novembro. O tema pautará reunirá na próxima terça-feira com o diretor de controladoria da JBS nacional, Ivo Dreher, que estará em Forquilhinha para um encontro com lideranças de toda a região.
“Não temos mais esperança de reverter a decisão da JBS”, admite o prefeito. “O que queremos é saber a condição real da empresa para a tentativa de atração de um novo investidor. Há interessados, mas são tratativas muito embrionárias ainda”, relata Rocha, que é também presidente da Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc).

O tamanho do prejuízo
“O impacto será enorme, a economia regional perderá R$ 630 milhões ao ano”, reforça o prefeito, lembrando que somente em Morro Grande serão ao menos 500 empregos perdidos. “Hoje são 740 funcionários, a empresa planeja transferir uns 200”, calcula. A mobilização pelo desmanche da empresa na cidade já começou. “Eles diminuíram compras, já estão conversando com funcionários sobre possíveis transferências para outros estados. Há por conta disso uma tristeza muito grande dos trabalhadores, dos familiares, os avicultores e o comércio já está sentindo também”, completa.
A JBS antecipou a intenção de manter a unidade de rações operando, e mantendo ali de 40 a 50 empregos. “Isso não nos interessa, mas vamos discutir depois essa situação”, comenta o prefeito. Rocha reforça que houve um pedido para que a JBS prorrogasse sua permanência. “Pedimos para que eles ficassem ao menos até o fim do ano, mas não acredito que seja possível”, lamenta.

Governador e vice na discussão
Depois da conversa em Forquilhinha na terça, o diretor Ivo Dreher, da JBS, se encontrará com o governador Raimundo Colombo e com o vice Eduardo Moreira na quarta-feira. “Já conversamos por telefone, eu disse a ele que o governo do Estado tem interesse de ser interlocutor desse assunto pelas milhares de pessoas envolvidas nesse fechamento”, conta Moreira.
A busca de possíveis compradores ou então a formação de uma cooperativa para assumir a unidade estão entre as ideias defendidas pelo vice. “Em nível nacional os acionistas estão querendo tirar os irmãos Batista do comando da empresa. Isso tudo que está acontecendo é fruto da irresponsabilidade dos donos da JBS”, opina. “Na próxima semana daremos um passo mais decisivo”, conclui.




