Sertanejo raiz catarinense: a trajetória de Cristian Aguiar

Cantor e compositor mantém viva a tradição do gênero com músicas próprias e clássicos

Sertanejo raiz catarinense: a trajetória de Cristian Aguiar
Foto: Divulgação/Redes Sociais

Natural de Criciúma, o cantor e compositor Cristiano Stolk, conhecido artisticamente como Cristian Aguiar, tem no sertanejo sua principal vertente musical. Com repertório que mescla composições próprias e clássicos do gênero, o artista se apresenta em eventos por toda a região Sul catarinense.

O nome artístico surgiu de forma prática, devido à dificuldade na pronúncia de sobrenome. “Stolk é difícil de pronunciar, então procurei um segundo nome mais fácil e conhecido na região”, explicou.

Aguiar tem canções autorais, mas também apresenta músicas de outros artistas em seu repertório. “Tenho músicas autorais, mas canto muita música cover. Ano passado gravei um DVD com 22 músicas do clássico sertanejo”, comentou. O cantor costuma tocar em ambientes diversificados, como festas particulares, casamentos, aniversários, bailes em salões paroquiais, entre outros.

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Por conta dessa versatilidade, ele adapta sua apresentação conforme o ambiente e a necessidade. “Normalmente canto de forma solo, mas tenho uma banda completa e um trio também. O grupo maior tem 10 integrantes e se chama Cristian Aguiar & Banda. Eu criei ela há alguns anos para shows, festas da prefeitura e também para a gravação do meu DVD”, detalhou.

Além de cantar e compor, ele também toca violão e está aprendendo a viola caipira. Suas influências musicais são nomes consagrados do sertanejo nacional. “Minhas principais inspirações no mundo da música são os clássicos sertanejos, como Chrystian & Ralf, Chitãozinho & Xororó, Bruno & Marrone, Zezé de Camargo e Luciano, Milionário & José Rico, entre outros”, destacou.

Composição e produção

Uma das suas composições autorais de maior destaque é ‘Amor Bandido’, lançada em setembro de 2021. A canção tem o estilo clássico do sertanejo. Apesar do lançamento, a falta de apoio profissional ainda limita o alcance do seu trabalho. “Não tenho empresário, então a música não consegue chegar em um público maior. Precisaria de investimento maior em divulgação”, observou.

Confira o vídeo da canção ‘Amor Bandido’:

Ele cria suas músicas autorais sozinho, embora já tenha feito parcerias. Em seu processo de composição, a letra surge primeiro, e logo após o ritmo se ajusta. Atualmente, o artista está trabalhando em um projeto para a gravação de um DVD exclusivo, somente com músicas escritas por ele. “Também estou produzindo uma canção nova ‘Refém do coração’, que lançarei em breve”, revelou.

Para a formação do seu álbum ‘Só clássicos’, o repertório foi definido a partir de uma pesquisa feita com o público. “A música que mais teve visualizações foi ‘Peão apaixonado’, mas quando cantei ‘Choram as rosas’ foi um momento muito emocionante do show”, relembrou.

Cristian Aguiar na gravação do DVD 'Só clássicos" (Divulgação).

Influência familiar e trajetória

Sua ligação com o mundo da música surgiu por meio do seu pai, que o introduziu ao estilo de música sertaneja desde cedo. “Eu conheci a música pelo meu pai, ele tocava gaita e era um grande músico. Depois que ele faleceu, em uma idade mais nova, continuei cantando principalmente em homenagem a ele", lembrou.

Apesar da dedicação ao mundo musical, ele ainda concilia os shows com o trabalho como pintor. Como seu maior objetivo para o futuro, o músico sonha em cantar na capital de Goiás. “Meu sonho é cantar em Goiânia, acredito que pode dar uma alavancada na minha carreira. Se fosse dividindo palco com os meus maiores ídolos, Bruno & Marrone e Chitãozinho e Xororó, seria melhor ainda”, afirmou.

Realidade e desafios do cenário regional

Na visão do cantor, a principal dificuldade enfrentada por artistas da região é a falta de recursos e valorização. “O que é mais difícil para mim é a falta de recursos e o apoio de empresários para a cultura na nossa região. As pessoas só dão valor para artistas de fora”, opinou.

Em contraponto, é justamente o impacto emocional da música que o mantém motivado. “A música em si já é uma grande terapia, acho que quando canto e as pessoas reconhecem e aplaudem o nosso trabalho chega a emocionar”, compartilhou.

Durante sua carreira, ele destacou que vários momentos o marcaram, entre eles, em especial, foi cantar na Festa de Peão, em Barretos (SP). “Tive vários momentos, mas dois deles que não esqueço foi quando fui cantar em Barretos, na Festa de Peão, onde estiveram presentes por volta de 30 mil pessoas. Também participei de um festival dae uma rádio e cantei em Manaus, onde também foi muito emocionante”, apontou. Para conhecer de perto sua carreira musical, acompanhe suas redes sociais.

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