Smielevski fala sobre se envolver na política
Empresário foi o entrevistado de Nícola Martins, no Programa Direto ao Ponto
Por Redação Engeplus
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O empresário César Smielevski, ex-presidente da ACIC, foi o entrevistado do Direto ao Ponto, com Nícola Martins, nesta semana. Seu período na presidência da entidade e os entraves para o desenvolvimento regional foram os principais assuntos, mas César também comentou sobre a possibilidade de se envolver com a política partidária e revelou que, se fosse se envolver, seria em um cargo específico. “O meu mundo não é político. Se fosse... se fosse... seria deputado federal. Porque o Brasil foi criado de tal forma que tudo acontece em Brasília. Você tem que estar presente em Brasília. Esse é o ‘X’ da questão. Sem de forma alguma menosprezar deputado estadual, e etc, mas tudo acontece em Brasília”, revelou.
O desenvolvimento regional também necessita de mais investimentos na área de Educação, segundo César, porque as questões estruturais estão sendo sanadas com a duplicação da BR-101, a construção da Ponte Anita Garibaldi, em Laguna, do Anel Viário de Criciúma, da Via Rápida, do Aeroporto de Jaguaruna. “Eu não estou negativo. Temos que falar do problema, para procurar uma solução”, destacou.
O ex-presidente lembrou que as universidades devem melhorar sua base curricular. “A economia de nossa região vai ser alavancada por produtos e serviços que tenham forte base tecnológica. Para isso, você precisa ter profissionais. Para ter profissionais, você precisa ter alunos que façam cursos com base tecnológica. As faculdades devem olhar para frente, 20 anos para frente, e começar agora a mexer em sua base curricular”, ressaltou.
O fortalecimento das empresas fará com que o país retome de verdade o seu crescimento, para o ex-presidente da principal entidade empresarial de Criciúma e região. “O empresário nunca foi vilão de nada. Faz 30 anos que um determinado partido político está incutindo na população algumas coisas de que o empresário é o explorador da mão de obra. De fato, como em qualquer área de atuação, a gente às vezes se depara com empresários não muito sérios”, salientou. “Agora, a solução de um país passa pelo fortalecimento de suas empresas. São as empresas que geram emprego e geram impostos, que geram produtos e serviços. Quanto mais forte for o mundo empresarial, mais forte será o país”, concluiu.
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