Tempo de espera de alunos de Criciúma em consultas com neurologistas gera preocupação
Vereador afirma receber relatos de que espera dura aproximadamente um ano

Por Fabrício Júnior - fabricio.junior@engeplus.com.br
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O tempo de espera para estudantes da Rede Municipal de Ensino conseguirem consultas com neurologista está gerando preocupação em Criciúma. Segundo o vereador Marcos Machado (MDB), há relatos de pais e professores de que o tempo de espera dura aproximadamente um ano.
O parlamentar apresentará um requerimento na sessão da Câmara de Vereadores de Criciúma nesta segunda-feira, dia 4, questionando se o governo municipal, por meio da Secretaria de Saúde, pode priorizar alunos da Rede Municipal de Ensino que, conforme diagnóstico pedagógico realizado pelos professores, apresentam dificuldades no processo de ensino-aprendizagem ou limitações específicas, e que já foram devidamente encaminhados, mas ainda aguardam consulta.
Em justificativa no requerimento, Machado ressaltou a preocupação com o tempo de espera para as consultas. “Compromete de forma significativa o desenvolvimento educacional desses alunos, impactando negativamente na inclusão, na adaptação curricular e no planejamento de estratégias pedagógicas adequadas às suas necessidades. Por isso, acredita-se que com a possibilidade de priorização e agilização desses atendimentos, bem como o apoio multiprofissional nas unidades escolares, haverá impacto direto na aprendizagem, melhorando a qualidade da educação municipal”, frisou.
Em outro tópico do requerimento, o parlamentar questiona se é possível disponibilizar profissionais da área de psicologia para realização de uma anamnese dos estudantes nas escolas, argumentando que o documento é frequentemente solicitado pelos neurologistas para avaliação clínica e elaboração de diagnóstico.
Atualizada às 15h22
O Portal Engeplus conseguiu contato com o secretário de Saúde, Deivid Freitas, no fim desta manhã, para saber se o município conseguirá atender a solicitação do vereador. O responsável pela pasta informou que ainda não analisou o requerimento, mas antecipou que os atendimentos devem ser referidos com neuropediatras, que, segundo ele, tem apenas poucos mais de 300 em todo o Brasil, resultando em uma alta procura não só em Criciúma, por conta do número pequeno de profissionais dessa especialidade.
Freitas informou ainda que o município vem procurando alternativas para suprir a demanda. Criciúma conta com somente dois neuropediatras. Uma das possibilidades estudadas pela prefeitura é a realização de consultas via telemedicina, o que permitiria que profissionais de outras regiões e estados efetuem as consultas, aumentando o número de atendimentos e até possibilitando que o médico da unidade tenha contato com o especialista.
O secretário afirmou que há 2 mil pacientes aguardando na fila de atendimento e que as consultas são organizadas por ordem clínica, ou seja, com as maiores urgências sendo as primeiras a serem chamadas.

































