Tênis, UFC e Surfe Aquecem Apostas Fora do Campo
Fonseca estreia em Monte-Carlo e UFC esquenta abril de apostas esportivas
Por Redação Engeplus
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Abril mal começou e o esporte brasileiro já entrega mais do que qualquer roteiro previa fora das quatro linhas. Na madrugada de ontem, Renato Moicano finalizou Chris Duncan com um mata-leão no segundo round pelo UFC Vegas 115, e neste domingo João Fonseca pisa pela primeira vez no saibro de Monte-Carlo para o Masters 1000 que abre a temporada europeia de terra batida.
Os fãs que acessam regularmente links como https://1xbet.gw/pt para acompanhar as probabilidades em vários esportes perceberão rapidamente que há muitos eventos programados para abril. A WSL também reabriu a temporada com um formato inédito e quatro campeões mundiais brasileiros na mesma chave masculina.
E fevereiro ainda ecoa, com um ouro olímpico de inverno que ninguém imaginava possível. Tudo isso sem uma bola de futebol sequer rolar no meio da conversa.
Fonseca Estreia no Saibro de Monte-Carlo
João Fonseca chega ao Masters 1000 de Monte-Carlo com o tipo de currículo que faz a gente experiente levantar a sobrancelha. Aos 19 anos, o carioca já é campeão do NextGen Finals de 2024 e carrega dois títulos ATP em simples, ambos conquistados no ano passado. Nenhum adolescente brasileiro havia acumulado tanto tão cedo desde os tempos de Gugu Kuerten nos anos 1990.
O ranking recente conta outra história. Depois de atingir o 24º lugar mundial em novembro, Fonseca escorregou para a 40ª posição neste início de abril. Uma lesão nas costas tirou semanas da pré-temporada, e março reservou dois testes brutais em sequência.
Em Indian Wells, perdeu para Jannik Sinner por duplo 7-6, dois tiebreaks nos quais o italiano precisou se virar para sobreviver. Fonseca salvou break points, devolveu pressão e manteve o nível durante quase duas horas. Duas semanas depois, Carlos Alcaraz levou a melhor em Miami por 6-4, 6-4. Alcaraz comparou a experiência de Fonseca com a própria estreia contra Rafael Nadal em Madri, quando tomou 6-1, 6-2, em 2021. Não precisou completar o raciocínio. O técnico Brad Gilbert, que acompanha a carreira do brasileiro, declarou publicamente que Fonseca tem potencial para entrar no top 10 já na temporada que vem, algo que nenhum tenista masculino brasileiro conseguiu neste século.
TorneioAnoResultadoNextGen Finals2024CampeãoArgentina Open (ATP 250)2025CampeãoSwiss Indoors Basel (ATP 500)2025CampeãoNextGen Finals2024CampeãoArgentina Open (ATP 250)2025CampeãoAustralian Open2025Vitória sobre Rublev (R1), eliminado no R3Indian Wells2026Eliminado por Sinner (R4)Miami Open2026Eliminado por Alcaraz (R2)
Chave e Adversários em Monte-Carlo
A estreia no saibro de Monte-Carlo coloca Fonseca frente a frente com Gabriel Diallo na primeira rodada. Diallo, canadense de origem senegalesa, tem um saque potente que complica qualquer adversário, mas seu jogo no saibro não inspira o mesmo respeito que nas quadras rápidas. Avançando, o caminho passa por Alexander Zverev ou Daniil Medvedev nas quartas, nada que se possa chamar de amigável para um estreante na terra batida europeia.
O saibro exige um tipo de paciência que a quadra rápida nunca cobra, e a construção do ponto demora o dobro. Kuerten venceu seu último grande título nessa superfície em 2001, e desde então o tênis masculino brasileiro não produziu ninguém capaz de ameaçar nesse nível. Fonseca, ao menos, está batendo na porta mais alto que qualquer outro dessa geração. E o torneio, com Novak Djokovic e Taylor Fritz fora da chave, abre espaço para surpresas que normalmente não teriam oxigênio suficiente.
WSL Reabre Com Formato Mata-Mata
A temporada 2026 do circuito mundial de surfe aboliu as baterias com três atletas. Cada confronto agora é direto e eliminatório desde a primeira rodada. Quem errar a leitura de uma série logo na estreia pode voltar para casa antes de secar a prancha. No feminino, Tatiana Weston-Webb enfrenta um cenário ainda mais exigente com as voltas de Stephanie Gilmore e Carissa Moore ao circuito em tempo integral.
Brasileiros no Championship Tour
Bells Beach, na costa australiana, abre a janela de competição esta semana. A delegação brasileira no CT reúne dez atletas, nove homens e uma mulher. Os nomes de peso no masculino saltam aos olhos de cara.
- Yago Dora defende o título mundial após uma temporada quase perfeita em 2025
- Gabriel Medina retorna ao circuito após mais de um ano fora, agora treinado por Adriano de Souza
- Italo Ferreira chega buscando reencontrar a forma que lhe rendeu o ouro olímpico
- Filipe Toledo volta com o discurso de quem reajustou prioridades na vida pessoal
A parceria entre Medina e Mineirinho chama atenção especial. Adriano de Souza leu ondas em Pipe melhor do que quase qualquer outro competidor da sua geração, e essa leitura tática é justamente o que Medina mais precisa nesta volta. Essa concentração de talentos permite que você acompanhe cada bateria e faça apostas ao vivo enquanto as notas dos juízes vão saindo, com oscilações imediatas a cada tubo completado ou aéreo falhado.
Calendário e Pontuação Renovados
Jeffreys Bay saiu do calendário, substituída por uma etapa inédita em Raglan, na Oceania. O spot oferece uma das esquerdas mais longas do circuito e altera o perfil técnico da temporada, favorecendo surfistas com regularidade em ondas de parede longa. Para quem é acostumado a ver as direitas rápidas dominarem o tour, a mudança redistribui vantagens de um jeito que ninguém testou em competição oficial ainda.
O título mundial volta a ser decidido por pontos corridos, e Pipeline encerra tudo valendo 50% a mais que as demais etapas. Esse peso extra mantém a briga aberta até dezembro, mesmo para quem tropeçar no meio do caminho. O formato anterior, com finals day separado, dividia opiniões entre atletas e fãs. A volta ao sistema clássico de pontuação acumulada foi o pedido mais recorrente dos surfistas durante a entressafra.
Nocautes e Finalizações no UFC Vegas 115

O card de ontem no Meta APEX entregou resultados brasileiros em série. Moicano encaixou o estrangulamento em Duncan aos 3min14 do segundo round após explorar uma transição nas costas que o adversário não conseguiu defender. O primeiro round já havia sinalizado a direção da luta, com Moicano pressionando contra a grade e buscando as costas sempre que a distância fechava.
No co-main event, Virna Jandiroba dominou Tabatha Ricci por decisão unânime pela divisão palha feminina, com placar de 30-27 e dois 29-28, controlando a luta no chão nos três rounds. Em menos de 40 segundos, Jandiroba já havia completado a primeira queda, e o padrão se repetiu em cada assalto.
Ricci, que vinha de um nocaute sobre Amanda Ribas em julho, não encontrou distância para impor o striking. Jandiroba se manteve na terceira posição do ranking e mira agora o cinturão de Mackenzie Dern. Completaram o show Alice Pereira, com uma joelhada devastadora em Hailey Cowan no segundo round, e Alessandro Costa, que parou Stewart Nicoll com um golpe no corpo que estourou nas redes sociais em minutos.
Próximos Cards em Abril
Para quem gosta de acompanhar o octógono regularmente, o mês reserva mais oportunidades de avaliar cotações e cenários de luta.
- UFC 327 (11 de abril, Miami) traz Johnny Walker vs. Dominick Reyes e a estreia de Paulo Borrachinha nos meio-pesados contra Azamat Murzakanov. Borrachinha vem de resultados irregulares nos médios e aposta na mudança de categoria para recuperar relevância no ranking
- Evento em solo latino-americano terá Michel Pereira no card principal, com Brandon Moreno enfrentando Manel Kape pela divisão mosca
- Contender Series (temporada 10) abre no fim do mês com dois brasileiros buscando contratos com a organização
Braathen e o Ouro Que Reescreveu a História
Antes de abril esquentar, fevereiro já havia sacudido o esporte de inverno brasileiro. Lucas Pinheiro Braathen, de mãe brasileira, conquistou o ouro no slalom gigante nos Jogos Olímpicos de Inverno em Milão-Cortina d'Ampezzo. Nenhum atleta de origem latino-americana ou de nação tropical havia alcançado o pódio olímpico de inverno até então. Braathen competiu por boa parte da carreira com outra bandeira antes de assumir a nacionalidade brasileira em 2023, decisão que gerou discussões dentro do esporte, mas que abriu caminho para esse registro inédito.
Braathen completou a primeira descida em 1min13s92, quase um segundo à frente de Marco Odermatt, que domina o circuito da Copa do Mundo de esqui há três temporadas. O tempo combinado final ficou em 2min25s00 contra 2min25s58 do suíço. Na escala do esqui alpino, 58 centésimos de vantagem sobre Odermatt são o tipo de margem que dispensa explicação. Não foi uma vitória apertada de quem aproveitou um erro alheio. Braathen esquiou melhor nas duas descidas.
Braathen chegou àquela pista como segundo colocado nos rankings de slalom, slalom gigante e geral da temporada 2025-26. A próxima temporada começa em outubro, e pela primeira vez alguém com passaporte brasileiro entra nela como candidato real a disputar o geral.
































