TRE-SC reconta votos e União Brasil ganha mais uma cadeira na Câmara de Forquilhinha
Ele deverá assumir a vaga de Cristian Nicoski Novack (PSD), cassado por abuso econômico

A 98ª Zona Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), em Criciúma, realizou na tarde desta sexta-feira, dia 13, a recontagem dos votos para a eleição de vereador em Forquilhinha depois da cassação de Cristian Nicoski Novack (PSD). O recalculo do quociente eleitoral apontou que Edésio Fernando Loch (União Brasil) deverá assumir como titular da vaga do parlamentar cassado.
Loch já estava na atual composição da Câmara de Vereadores como suplente de Grasiela Cravo (União Brasil), que está licenciada e atuando como secretária Cultura e Turismo da Prefeitura de Forquilhinha. Ele recebeu 684 votos nas eleições de 2024.
Com a decisão, muda-se também a representação partidária no Legislativo forquilhinhense. O Partido Social Democrático (PSD) perde uma das quatro cadeiras que tinha e passa a ter três. O União Brasil que tinha apenas uma, agora tem duas. As nove vagas são preenchidas ainda por duas cadeiras do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), uma do Progressistas (PP) e outra do Partido dos Trabalhadores (PT).
A Câmara de Veradores de Forquilhinha ainda aguarda a definição das datas de diplomação e posse de Loch para oficilizar a decisão. Com o vereador se tornando titular, caso Grasiela não retorne ao Legislativo, o União Brasil deverá indicar um novo representante para a vaga da secretária. Pela ordem do resultado eleitoral em 2024, o suplente passa a ser Reginaldo Araújo, mas a decisão fica a cargo do partido.
Perda de mandato de Novack
No dia 29 de janeiro de 2026, o TRE-SC publicou decisão entendendo que Novack praticou abuso de poder econômico com viés político. Ele também ficará inelegível por oito anos. Em 2024 ele obteve1.019 votos.
A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) foi apresentada pela coligação “Forquilhinha de Mãos Limpas” (PL; PP; MDB) contra a coligação “Pra Forquilhinha Não Parar” (Republicanos; PSDB; Cidadania; PSD; Brasil Esperança - Fé; Brasil) acusando o prefeito José Cláudio Gonçalves (PSD), o Neguinho, de arquitetar um plano para cooptar candidatos oferecendo até 20 mil reais e cargos na prefeitura para que candidatos a vereador da oposição desistissem de concorrer.

Em primeira instância, o juiz eleitoral julgou o pedido improcedente por conter provas ilícitas e depoimentos de interessados no resultado do processo. Contudo, a Procuradoria Regional Eleitoral discordou desta decisão e indicou a existência de abuso de poder político e econômico, centrado no vereador Cristian Novack como um dos articuladores das ofertas ilegais.
Em 18 de dezembro de 2025, o processo foi a julgamento em segunda instância (no TRE-SC), com relatoria do desembargador Carlos Roberto da Silva, vice-presidente do TRE-SC e corregedor regional eleitoral. Na ocasião, o desembargador eleitoral Sérgio Francisco Carlos Graziano Sobrinho pediu vista. E em 29 de janeiro veio a decisão, que ainda cabe recurso.



































