Vereador propõe ampliação de vagas para tratamento de dependentes químicos às famílias de Criciúma
Secretária de Assistência Social garante que trabalho já é realizado na cidade

Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Criciúma dessa segunda-feira, dia 23, o vereador Aldinei Poteleck (Republicanos) levou à tribuna uma reflexão sobre o impacto da drogadição nas famílias do município e propôs uma discussão sobre a destinação de vagas em comunidades terapêuticas conveniadas.
O parlamentar relatou que, após realizar visitas e conversar com famílias e empreendedores da cidade, decidiu trazer o tema para debate. Segundo ele, a situação exige sensibilidade e responsabilidade do Poder Público. “Quero trazer aqui uma provocação ao município e uma reflexão a todos nós. Falei sobre isso na comissão, na reunião da Comissão de Saúde e Assistência Social. Imagina uma mãe que carrega seu filho no ventre por nove meses, depois a criança nasce, a mãe dedica a vida e os pais dedicam a vida deles para dar amor, carinho, atenção, educação, fazer com que essa criança cresça, vire adulto, e chega, de repente, num determinado ponto da vida dessa família que é assim”, comentou.
Poteleck mencionou dados apresentados pelo Paço Municipal, informando que mais de 400 pessoas em situação de rua e também em situação de drogadição foram encaminhadas em 2025 para comunidades terapêuticas conveniadas com o município para tratamento. Apesar de reconhecer a importância da medida, ele defendeu que é preciso ampliar o olhar para além da população em situação de rua.
“Temos um problema de saúde pública na nossa cidade, de sensação de insegurança com a situação das pessoas em situação de rua. Mas nós não podemos esquecer das famílias criciumenses que também sofrem com familiares seus que estão em situação de drogadição e que não estão morando nas ruas, mas que ainda estão no seio familiar e que, muitas vezes, quando essa família procura um tratamento, não consegue”, observou.
Como proposta, o vereador sugeriu que parte das vagas hoje destinadas a pessoas em situação de rua também possa atender famílias de Criciúma que enfrentam o problema da dependência química.
Apesar dos questionamentos do vereador, a reportagem do Portal Engeplus entrou em contato com a secretária de Assistência Social, Dudi Sônego, que informou que o município já realiza esse trabalho.
“Atendemos, sim. Todos os dias chegam demandas para a nossa pasta solicitando ajuda para pessoas que não estão em situação de rua, mas que precisam de apoio, e sempre nos disponibilizamos. São 150 vagas oferecidas pelo município. O objetivo é olhar para a cidade como um todo, e sempre fizemos isso. As pessoas encaminhadas para clínicas não são apenas aquelas em situação de rua”, garantiu.


































