Vereador relata insegurança com pessoas em situação de rua e pede reforço na Polícia Militar
Samuca apresentou requerimento nessa segunda-feira solicitando melhorias para a corporação


O vereador Samuca (União Brasil) apresentou, nessa segunda-feira, dia 17, um requerimento solicitando ao governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, aumento do efetivo, novas viaturas, armamentos e equipamentos para a Polícia Militar (PM) de Araranguá. A proposta visa reforçar o trabalho das guarnições e diminuir a sensação de insegurança dos moradores, especialmente com pessoas em situação de rua.
Segundo Samuca, os policiais estão realizando um excelente trabalho no município, mesmo com uma estrutura insuficiente fornecida pelo estado. “No último concurso público, mais de 600 policiais foram aprovados em Santa Catarina, mas Araranguá não recebeu nenhum. Desde o início dos anos 2000 o Batalhão trabalha com efetivo reduzido”, pontuou ao Portal Engeplus.
Para o parlamentar, por mais que o combate a crimes mais ‘pesados’ esteja ótimo, o número de furtos praticados por pessoas em situação de rua vem crescendo cada vez mais. “Estamos vivendo um momento de insegurança. Moradores nos detalharam que usuários de drogas vem cometendo delitos pela noite. Um empresário também relatou que um homem tentou invadir a pizzaria dele recentemente”, observou.
Com mais viaturas nas ruas e militares mais bem equipados, seria possível diminuir a insegurança da comunidade e também a criminalidade na cidade. “Araranguá vem crescendo e com isso vêm os problemas sociais. Entretanto, queremos viver em tranquilidade, como sempre vivemos”, frisou.
A secretária de Assistência Social de Araranguá, Dione Cesa, destacou que um reforço na PM seria muito oportuno para o município. “Desenvolvemos várias ações para tratar das pessoas em situação de rua, através do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e do Comitê. O Creas conta com um serviço de abordagem que providencia as internações, mas a polícia também é fundamental nesse processo”, pontuou.
De acordo com Dione, a população também precisa colaborar, não dando esmolas, mas sim orientando os cidadãos e encaminhando ao local de origem ou aos serviços adequados. "O município, através do Creas, entra em contato com a família, e fornece o transporte”, orientou.
O requerimento será votado nesta quarta-feira, dia 19. Caso seja aprovado, o governador terá um prazo de 30 dias para responder ao documento.

































