Arthur Kai: músico de Criciúma tenta levar um mundo melhor para o público por meio de suas canções
Artista soma sete músicas autorias e quer levar suas composições para longe

O músico e compositor natural de Criciúma, Arthur Milioli Vortolini, mais conhecido como Arthur Kai, tem 20 anos e quer contribuir para um mundo melhor com suas canções. O artista tem sete músicas lançadas, sendo que a primeira delas foi ao ar enquanto ele ainda tinha dezesseis anos.
Tendo Armandinho, Fred Mercury, Vitor Kley e Benson Bone como inspirações, o criciumense dedica a sua carreira à Música Popular Brasileira (MPB), gênero que escolheu para levar aos palcos durante as suas apresentações. Além de cantar, Kai também toca violão, violino, piano e ukulele.
Com shows marcados em Criciúma e região, o músico se prepara para uma nova etapa de sua trajetória. “Estou ensaiando com uma banda. No verão vai ter bastante o meu rostinho por aí”, garante. "No primeiro momento toco mais aqui em Criciúma, mas tomara a Deus que consiga ir mais para fora também”, projeta.
Usar o nome artístico Arthur Kai tem uma explicação. A intenção foi tornar seu sobrenome mais fácil, já que sempre precisava dar detalhes sobre a forma certa de escrever. “Acho meu sobrenome complexo. Ia nos lugares e as pessoas ficavam perguntando aonde vai o ‘L’, se tem isso ou aquilo. Então escolhi um nome bem simples, curto e direto. Kai significa mar em havaiano e sou apaixonado por praia e natureza”, explicou.

Discografia do artista
Em seu portfólio de músicas autorais estão as canções “Oi sumida”, “Nessa vida”, “Um bom marujo”, “Verão”, “Saia da rotina”, “Viver para ver” e “É tão fácil te amar”. A última delas foi lançada no dia 19 de setembro deste ano e carrega a história de um momento curioso na vida do artista.
A canção sala sobre um homem apaixonado. Inicialmente a letra era para ser um presente à namorada de Kai, Ana Beatriz Claudino, porém os imprevistos da produção atrasaram a entrega. “Essa música é engraçada porque estava chegando o aniversário da minha namorada e eu estava sem dinheiro para comprar presente. Daí pensei em fazer uma música”, revela.
“Chegou o dia e eu não consegui produzir ela a tempo do aniversário, porque o produtor era de longe. Daí consegui dar um presente e depois produzi e lancei. Então ficou como um presente de aniversário atrasado”, emenda.

As composições fazem parte da rotina do criciumense. “Praticamente todo dia, no mesmo horário, estou com o violão criando coisas. Tem dias que pego o instrumento e não sai nada, tudo vai ficar ruim. Mas tem dias que insisto e acaba saindo algo”, destaca.
As composições do cantor sempre possuem como principal objetivo passar uma mensagem ao público. “Penso em composição como algo que quero transmitir. Então não é só compor por compor, escrever qualquer coisa. É criar algo que realmente cause um impacto, que as pessoas pensem em alguém escutando e se sintam tocada positivamente. Essa é a mensagem que quero transmitir”, expressa.
Um momento que marcou a trajetória do artista foi seu penúltimo lançamento, a música “Viver pra Ver”, que foi gravada por um produtor conhecido no ramo musical.
“Gravei ela lá em Balneário Camboriú, no estúdio da Nossa Toca, com Giba Moojen. Fui para estudar produção musical. No estúdio, uma das composições dos participantes era escolhida para ser produzida. E a minha música foi eleita como a melhor composição dos que estavam presentes”, salienta.
Moojen produziu artistas como os irmãos do trio Melin e Vitor Kley. “Ter uma música minha escolhida em meio a diversas pessoas de diferentes cidades e regiões, foi uma experiência bem legal”, compartilha.
Confira o videoclipe da canção que o artista citou:
Aprendendo com a família
O caminho de Kai na música surgiu por inspiração no pai Juliano Voltolini e na irmã Juliana Voltolini. “Minha irmã e meu pai sempre foram musicistas. Tocavam instrumentos e gostavam de música. Então tenho recordações do meu pai escutando Jorge Mercês e Armandinho e da minha irmã tocando piano e cantando. Aí em certo momento criei uma curiosidade e comecei a gostar”, diz.
A pandemia de Covid-19 foi um momento que o artista sentiu o universo musical ainda mais próximo. “Na pandemia comecei realmente a gostar mesmo de cantar, de compor e de estudar música. E de repente me apaixonei por isso e não parei mais”, pontua.
Para Kai, a música representa não só uma carreira, mas também o significado para a sua vida. “A música para mim é o que dá sentido a tudo. É o jeito que tenho de transmitir a minha mensagem, de levar amor e um pouquinho de coisas boas para além de tanto caos que tem aí nesse mundo”, expõe.
Percepção e sonhos

O fato de não estar em um polo musical é uma das dificuldades destacadas pelo compositor. “Sinto dificuldade em questão de informação, porque a gente não está em polo musical, ou seja, em uma região onde a música é fomentada. Música não é sorte. Você precisa estudar, ter alguma formação. Ninguém ‘estoura’ do nada. É uma construção de conhecimento, de aprendizados. E aqui a gente tem pouquíssimo acesso”, opina.
Seu objetivo como cantor é alcançar o maior grupo de pessoas possíveis levando a sua mensagem. “A galera fica falando sobre fama. Acho que essa é a parte chata desse trabalho. O meu maior desejo mesmo é conseguir fazer o mundo um lugar melhor do meu jeito. Tem gente que vai fazer isso com a sua empresa, ou seu trabalho. E o meu jeito é a música”, frisa.
“Quero conseguir levar amor e fazer a pessoa dar uma risada, pensar em algo por um outra perspectiva por meio da música. Acho que o meu sonho é levar as minhas canções ao maior número de pessoas possíveis”, reforça.
Para conhecer mais sobre o artista e suas canções é só acompanhar suas redes sociais.


































