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As escolhas

Por Willi Backes

3 min de leitura

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Foto: O Pensador, de Auguste Rodin 1880.

Nada mais original e verdadeiro do que a frase “as representações populares são o extrato da sociedade e do meio ambiente”.

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Numa sociedade próxima ou plenamente democrática, o tempo todo e em todas as situações, o indivíduo está optando, escolhendo, selecionando e até votando. O vivente ainda no berçário, escolhe o seio de sua preferência. Retribui sorriso em escolha pessoal. Participa de grupo amigo por empatia. Escolhe ou é escolhido para liderança escolar e nas práticas de lazer. Escolhe e tenta fazer prevalecer suas escolhas gastronômicas, vestimentas e calçados, corte e cor modelar das madeixas.

O controle remoto é instrumento para escolha pessoal, assim como o botão do dial. O dedo indicador sintoniza canais digitais para informação, lazer ou apenas distração. Adrenalina é insumo para a mais das intimas e cardíacas escolhas.

O CARÁTER DAS PREFERÊNCIAS.

Mesmo sendo apenas um digito estatístico, quase sempre anônimo, o indivíduo tem suas escolhas clubísticas, artísticas, religiosas e dramas novelescas televisivas ou vizinhas. São escolhas com possíveis influências e imposições externas do mundo individual. O tempo e os conhecimentos armazenados consolidam as preferências. O caráter do indivíduo somada aos dos demais circunvizinhos, edificam o caráter da coletividade. É o poder, por vezes silencioso e por vezes retumbante, da maioria.

Independe dos níveis educacionais e sociais a capacidade da observação. Todo e qualquer projeto individual e ou coletivo parte do princípio que se possa responder uma simples questão: Quem Sou? Quem Somos? É o tal do “olhar pra dentro de si ou do coletivo”.

DESEJOS REPRIMIDOS.

É equivocado julgar que a vaidade não possa ser emoção intrínseca do indivíduo. Vaidade é resposta construída ao reconhecimento do dever e meta cumprida. Um “cafuné” na personalidade, igual a um entusiasmado salva-de-palmas.

O ser humano feminino busca estabilidade familiar, desenho e conforto ideal no seu lar, projeção profissional concomitante, se ver no espelho igual à atriz famosa, ser elogiada por similares no convívio social, e, felizmente, mas aos poucos, passam a se interessar para inserção na vida associativa, sindical e política.

O masculino busca estabilidade profissional ou um negócio para dizer que é seu e com perspectiva empreendedora, o carro do ano, sonhava e gostaria de ter sido ou ser um jogador de futebol famoso e rico, fazer por uma vez uma viagem de camionete até o deserto de Atacama, ser considerado um bom gourmet nem que seja apenas fazendo um churrasco, e, conquistar uma vaga entre os representantes nas eleições dos Legislativos e Executivos municipais, estaduais e federal.

RECLAMAR É HIPOCRISIA.

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Em Novembro de 2.020, o Brasil irá eleger 5.568 Prefeitos e 57.931 vereadores. É a maior chamada e oportunidade para emprego na história do País. Para o posto de Prefeito, são 19.000 candidatos, isso que em 117 municípios tem candidatura única. Para Vereador, são 533.097 postulantes.

Prefeitos, Vices e Vereadores eleitos, algo como 69.067 vagas, significa que em janeiro de 2.021, entre secretários, adjuntos e assessores, serão aproximadamente mais 1 MILHÃO de vagas de confiança.

Atenta leitura dos nomes das candidaturas, fica até fácil a escolha, não pela fartura, mas ao contrário, pela falta da boa oferta. E assim é também quando das eleições para o Legislativo e Executivo Estadual e Federal. A escolha se dá por exclusão. Sempre sobra um ou poucos.

As eleições passaram a ser apenas um vestibular da vida, mesmo que com inglórias. Formação, educação e conhecimento, sem avaliação condizente.

Se as candidaturas representativas são o extrato da sociedade, infeliz é organização social e política brasileira.

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Leia a seguirA posse do Magnífico Reitor.
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