“Audiência pública sobre o transporte coletivo acontecerá quando necessário”, destaca Itamar da Silva
Noite dessa terça-feira foi marcada por briga entre manifestantes e vereadores na Câmara de Vereadores de Criciúma
Por Amanda Garcia Ludwig - amanda.garcia@engeplus.com.br
EmManifestantes do movimento #VemPraRuaCriciúma estiveram, na noite dessa terça-feira, na Câmara de Vereadores de Criciúma com o objetivo de pedir que os vereadores marcassem uma audiência pública para discutir questões relacionadas ao transporte público criciumense. A intenção dos manifestantes era acampar no local caso os vereadores não dessem um parecer sobre o assunto.
Após momentos de tensão, o vereador Daniel Freitas parou para escutar os manifestantes e o caso foi resolvido. Um dos participantes do movimento, Jackson Fernandes, explica que a solicitação de uma audiência pública foi feita no dia 24 de junho, e até o momento não houve uma resposta oficial da Casa.
Enquanto a sessão legislativa acontecia, os manifestantes colaram cartazes nos vidros do Plenário, reivindicando a audiência pública. “Eles pensam que o povo quer discutir apenas a questão da licitação, mas queremos conversar com vereadores sobre as tarifas, os trajetos, acessibilidade urbana. As pessoas pegam ônibus no sol e na chuva. Queremos ver de que forma o município pode colaborar com isso”, comentou o manifestante.
No final da sessão, alguns vereadores passaram pelos manifestantes e preferiram não se pronunciar, o que ocasionou uma discussão. Após a conversa com o vereador Daniel Freitas, os manifestantes pretendem agendar uma data e um local para o encontro. “Vamos convidar todas as entidades direcionadas ao transporte público de Criciúma”, define Fernandes.
O presidente da Câmara de Vereadores, Itamar da Silva, explica que o regimento da Casa diz que a audiência pública precisa ser requerida por uma entidade constituída. Ele afirma que casos de licitação são decididos pela Prefeitura Municipal e que a discussão sobre o aumento da passagem não passa pela Câmara.
“A audiência pública sobre o transporte coletivo acontecerá quando necessário. O caso da licitação do transporte está, agora, com o Poder Judiciário. Assim que tivermos um posicionamento do tribunal, faremos a audiência pública com entidades constituídas e representativas da sociedade. É o caso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Diretório Central de Estudantes (DCE), CUT e sindicatos, por exemplo”, diz o presidente.

































