Cresce temor por impacto econômico global de vírus na China
Mais de 6 mil casos confirmados na China

Por André Abreu - contexto@engeplus.com.br
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Os países começaram a isolar centenas de cidadãos retirados da cidade chinesa de Wuhan, nesta quinta-feira (30), para impedir a propagação de uma epidemia que matou 170 pessoas, num momento em que a preocupação com o impacto na segunda maior economia do mundo atinge os mercados.
As ações e moedas asiáticas caíram com o aumento do número de mortos e mais casos relatados. Há temor cada vez maior de que o impacto na economia da China se espalhe pelo mundo nos próximos meses.
A Índia se tornou o mais recente país a relatar um caso --um estudante da Universidade de Wuhan-- enquanto preocupação e medo provocaram protestos na Coreia do Sul e ameaças de greves em Hong Kong.
"Os mercados permanecerão altamente voláteis enquanto sentirem que têm apenas uma imagem incompleta do que está acontecendo e do que acontecerá a seguir", disse Agathe Demarais, diretora global de previsões da Economist Intelligence Unit.
Nos EUA a bolsa de valores de Nova York, com investidores acostumados a altas praticamente diárias, cai de números no índice Dow Jones que mostravam números na faixa dos 29 mil pontos para 28 mil pontos. A queda foi de 0,04% no fechamento de quarta-feira (30)
O vice-governador do Banco do Japão, Masayoshi Amamiya, disse que a enorme presença da China na economia mundial precisa ser levada em consideração na avaliação do impacto que o surto poderia ter no crescimento global.
O Google e a sueca Ikea se juntaram a outras grandes empresas e suspenderam suas operações na China.
Após a passagem do Ano Novo Chinês, cresce a preocupação de que milhares de operários chineses, que desfrutaram do feriado possam ter dificuldades para voltar ao trabalho na próxima semana, pois há restrições extensas de viagens impostas para impedir que o vírus se propague.
A Samsung Electronics, da Coreia do Sul, informou que estendeu o fechamento do feriado para algumas instalações de produção da China.
A Comissão Nacional de Saúde da China disse que o número total de mortes pelo coronavírus no país subiu para 170 no final da quarta-feira (29), e o número de infectados aumentou para 7.711.
Quase todas as mortes ocorreram na província central de Hubei, que tem cerca de 60 milhões de habitantes e agora está sob isolamento. O vírus surgiu no mês passado em um mercado de animais selvagens na capital da província, a cidade de Wuhan.
O Comitê de Emergência da Organização Mundial da Saúde vai se reunir nesta quinta-feira (30) para decidir se o vírus constitui uma emergência global.
"O mundo todo precisa estar em alerta agora. O mundo todo precisa adotar medidas", afirmou Michael Ryan, chefe do Programa de Emergências de Saúde da OMS na quarta-feira (29).
Os varejistas norte-americanos com produção na China ainda estão tentando avaliar o efeito do coronavírus em suas cadeias de suprimentos.
Muitas fábricas já estavam fechadas para o Ano Novo Lunar, então as empresas estão considerando manter algumas unidades fechadas enquanto o surto continua, de acordo com Jonathan Gold, diretor de cadeia de suprimentos e política aduaneira da Federação Nacional de Varejo dos EUA..
A Federação Nacional do Varejo entrou em contato com o Departamento de Segurança Interna e a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, que relatam não ter sofrido nenhuma interrupção nas rotas de transporte e suprimento até o momento.
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