Encerrou um ano difícil para Lula, trabalhoso para oposição e neste que chega temos eleições
Por Joice Quadros
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Olhando cenários e ouvindo análises, podemos concluir que 2023 foi um ano político difícil para quem venceu as eleições e extremamente trabalhoso para a oposição.Foi um ano de muita censura e a expectativa é a de 2024 seja mais animado, muito em função das eleições municipais.
Difícil porque o partido lulopetista que assumiu o poder não conseguiu se desvencilhar da ânsia de vingança de seus inimigos políticos, na promoção internacional de seu líder e no desrespeito às Leis, acabando por cometer uma série de equívocos. Entre estes, o de expor publicamente por meio de entrevistas e declarações que venceram as eleições com a “ajuda” (?) do STF; que sua preferência é pelo Regime Comunista, deixar seu líder e esposa hospedados nos hotéis mais caros do mundo em seus mais de 60 dias de viagens internacionais, quando poderiam ficar nas dependências das muito bem organizadas embaixadas brasileiras no Exterior, além de desrespeitar leis que proíbem políticos de assumirem estatais e transgredir regras que não permitem gastar mais do que se arrecada, entre outros temas.
Por outro lado, foi um ano extremamente trabalhoso para a oposição, que não pode sequer piscar um dia em seu trabalho na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Em seu papel de representantes dos legítimos interesses do povo que os elegeu, antes de poderem ser proativos, precisaram ser guardas e fiscais da Nação para evitar danos maiores causados por parte das diversas alas petistas do poder.
Entre os comentaristas nacionais, destaque para IuriPitta, da CNN, que não quis arriscar e não disse nada em uma de suas análises, não quis dar uma “nota” ao governo, abordou de leve os bons resultados da economia e limitou-se a citar pesquisas não favoráveis ao presidente e a briga que comprou ao apagar das luzes de 2023 com a desoneração da folha de pagamento em diversos setores.
Para o jornalista Cláudio Toldo, editor do Jornal Gazeta, de Içara (SC), um dos municípios que mais crescem no sulcatarinense, destaca, em nível nacional, a censura em 2023: “vimos como nunca o poder estatal, via Judiciário, se ocupar em calar vozes críticas ao governo. Aquilo que conseguiu passar em 2022, quando a pressão já era grande, foi anotado no caderninho de Alexandre de Moraes e Luiz Inácio Lula da Silva para ser judicializado em 2023. O caso do yotuber Monark é o mais exemplar. Considerando este cenário de censura, agora com a definição de Flavio Dino para o STF, um comunista como o próprio presidente Lula declarou, a repressão a críticas, sejam de pessoas comuns em redes sociais, sejam de algum abnegado da Grande Imprensa, será maior. Em um contexto onde a preocupação sobre a liberdade de expressão e a critica política já é demonstrável, o temor de uma inclinação ideológica nas decisões judiciais ficou ainda maior para 2024”.
O radialista João Paulo Messer, há 20 anos âncora de um programa diário na Rádio Eldorado de Criciúma (SC), emissora líder de audiência na região carbonífera, analisa que “em 2023 acompanhamos as notícias das consequências, ou seja, de uma virada política que surpreendeu nossa região, gerou primeiro um terrível mal estar e insegurança e depois lento ajustamento à nova realidade. Já para o ano que vem será aquela coisa bem celular, ou seja, cada município gerando um tipo de informação distinta na corrida eleitoral. Os anos pares são sempre de maior correria à minha atividade. Ao mesmo tempo são os anos mais animados, ainda mais quando há eleições municipais”.
Joice Quadros. Economia, Mercado e Política. Bacharel em Jornalismo (UFRGS). Professora e Pesquisadora, com obras publicadas. Cadeira 28 da Academia Criciumense de Letras e Membro da Diretoria da Associação de Jornalistas Escritoras do Brasil/Santa Catarina. Nasceu em Santo Ângelo (RS).

