Espaços para as modalidades esportivas inclusivas pós Covid-19
Crossfit como opção
Por João Rieth
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Todos os praticantes de atividades físicas estão se deparando com novos desafios ao retornar aos treinos após um longo período de restrições causadas pela pandemia de Covid-19. Isso porque todas as medidas de segurança e as próprias sequelas causadas pelo coronavírus (SARS-CoV-2), como a dificuldade para respirar por exemplo, afastaram a população da prática esportiva e da manutenção da saúde física e mental. Neste cenário, o CrossFit tem se destacado como uma das opções mais procuradas.
O CrossFit é um esporte muito praticado em todo o mundo, tendo sua origem nos Estados Unidos, em meados da década de 90, na Califórnia. O ex-ginasta Greg Glassman criou este método de treinamento englobando diversas modalidades, proporcionando assim o condicionamento físico dos praticantes e criando uma atmosfera única de companheirismo, inclusão e motivação entre todos os alunos de uma mesma academia, ou de um mesmo “box”, como é popularmente conhecido o local de treino, dentro da comunidade de praticante. Na modalidade, o principal “equipamento” usado para a prática é o próprio corpo. No entanto, são utilizados equipamentos e acessórios específicos como as barras e anilhas olímpicas, kettlebells, pesos livres, cordas, caixas, bolas, argolas e elásticos para tornar o exercício o mais variado possível. A modalidade busca o condicionamento físico amplo e geral, baseado em movimentos funcionais e variados, de alta intensidade. O objetivo é promover a melhora da capacidade cardiorrespiratória, da resistência e potência muscular, além de trabalhar a coordenação motora, agilidade e equilíbrio, por meio da combinação de exercícios funcionais (aqueles cujos movimentos são realizados no dia a dia) e aeróbicos.
De acordo com o profissional de Educação Física e coach de CrossFit, Welber Tavares: “O criador do CrossFit juntou movimentos do dia-a-dia, como a corrida, o aeróbico, a natação, pular corda, andar de bicicleta, aliados à ginástica, levantamento de peso e reuniu em uma mesma modalidade. Esse esporte veio para agregar condicionamento físico e qualidade de vida à rotina das pessoas”. Ao contrário do que a grande maioria das pessoas pensam, e segundo Welber, “o CrossFit é interessante para todos os públicos, com treinos específicos e adaptáveis para cada segmento, como crianças, grávidas, idosos, pessoas que nunca praticaram nenhum esporte, pessoas com deficiência física ou alguma limitação motora. O CrossFit é inclusivo, as aulas são em grupos, e além do treinamento, o objetivo é melhorar a qualidade de vida dos alunos, incluindo o ambiente social e psicológico do treinamento”.
Em Criciúma, no início deste ano, foi inaugurada a Red Taurus CrossFit, localizada na região central da cidade e totalmente alinhada com a filosofia do CrossFit: treinos inclusivos, adaptativos e que buscam a superação de cada aluno. Com seu espaço físico amplo e bem ventilado, o “box” segue uma linguagem austera e despojada, próprio de antigos galpões industriais, com seus pés direitos duplos, cores sóbrias e programação visual contrastante, fixando assim os objetivos a serem alcançados durante os treinos.
O CrossFit deve ser realizado sob orientação de um profissional devidamente qualificado, visto que é dessa forma que as limitações dos praticantes podem ser identificadas, evitando movimentações erradas.
João Rieth Arquiteto e Designer
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