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Fiat 500 Lounge Air 2012: além do que vemos nas redes sociais

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Alguns carros ganham destaque em museus ou nas pistas. Este encontrou seu palco nas redes

Por Tiago Sasso10 de setembro de 2026 5 min de leitura
Tiago Castelli Sasso

Este Fiat 500 é facilmente reconhecido nas redes sociais, onde aparece sempre lavado e impecável nos reels. Longe das câmeras, porém, a realidade é outra: o carro encara uma rotina diária de deslocamentos, trânsito intenso e uso constante. O que muitos enxergam como um objeto de estética é, na prática, um automóvel plenamente funcional para o dia a dia. Esta é a realidade de um carro famoso que não anoitece sob uma capa.

Admirado pelo capricho que a @automenina demonstra com o carro nas redes sociais — a ponto de me fazer pensar “vou oferecer o meu veículo para ela gravar e deixar brilhando” —, resolvi conhecer de perto a realidade por trás das postagens. Mais do que as gravações, existe um uso intenso e familiar nos bastidores. Ao longo da conversa, pude entender por que o 500 foi escolhido a dedo pela Daiane.

O Fiat 500 é um subcompacto cujo desenho remete ao modelo que se tornou um dos símbolos da mobilidade italiana no pós-guerra. Com capacidade para quatro ocupantes, foi escolhido por apresentar o melhor custo-benefício entre as opções que a proprietária tinha no momento da aquisição, há seis anos. Entre elas, estavam modelos como o Volkswagen New Beetle e o Mini Cooper. Mais do que um carro de cidade, ele carrega identidade própria e um apelo emocional evidente, tanto que existem inúmeros clubes e encontros dedicados ao Fiat 500 — e a proprietária também coleciona miniaturas do modelo.

O propulsor deste Fiat 500 é um 1.4 aspirado de 16 válvulas, que gera 105 cv e 13,6 kgfm de torque. Essa força é transmitida às rodas por um câmbio automático de seis marchas com conversor de torque — e não por um Dualogic, como muitos imaginam. Pode não aparentar, mas o veículo pesa mais de 1.100 kg em ordem de marcha. Segundo a proprietária, o carro se torna ainda mais divertido de dirigir quando o modo Sport é acionado.

O uso é majoritariamente urbano, enfrentando trânsito diariamente. Nessas condições, as médias ficam entre 8,5 e 9 km/l, podendo ultrapassar os 10 km/l quando conduzido de maneira mais suave. Em rodovia, mantendo velocidade próxima ao limite da via, o consumo pode chegar a aproximadamente 14 km/l. Apesar de suas dimensões sugerirem números ainda melhores, o conforto proporcionado pelo câmbio automático ajuda a justificar o consumo, que, na prática, não gera queixas por parte da proprietária.

O interior do 500 tem desenho genuinamente italiano: as linhas externas são transportadas para a cabine, os polímeros são adequados e o volante revestido em couro possui uma costura interna agradável ao toque. Se eu julgasse o carro apenas pelos bancos dianteiros, poderia dizer que estava em um Alfa Romeo 156 2001. É um automóvel bem equipado e bem-acabado, mesmo quando avaliado pelos padrões de 2026.

Ágil no trânsito e fácil de estacionar, o Fiat 500 surpreende pela quantidade de recursos oferecidos ao condutor. Controles no volante, piloto automático, ar-condicionado digital, regulagem elétrica dos espelhos e computador de bordo compõem um conjunto bastante completo. O modelo também chama atenção pela segurança, com sete airbags e controles eletrônicos de estabilidade e tração. Afinal, não é porque um carro é compacto que precisa se limitar aos equipamentos normalmente encontrados em modelos populares.

O veículo já não possui o aparelho de som original. Atualmente, está equipado com uma central multimídia que oferece os recursos de conectividade disponíveis nos carros atuais, mas preserva um desenho bastante semelhante ao do equipamento de fábrica. O upgrade tornou-se necessário em razão da rotina da proprietária e de seu trabalho com marketing, que exige conectividade constante — além, é claro, do gosto por ouvir uma boa música. Mesmo sendo uma peça paralela, a central possui todas as conexões necessárias para manter os comandos e recursos originais funcionando perfeitamente.

Particularmente, não identifiquei nada que o veículo deixe a desejar dentro de sua proposta. Ainda assim, Daiane comentou que encontrar determinadas peças nem sempre é uma tarefa rápida e que, em algumas situações, é necessário recorrer a componentes compartilhados com outros modelos da Fiat para evitar custos mais elevados. São pontos que exigem alguma pesquisa e atenção, mas não chegam a transformar o carro em uma dor de cabeça.

O 500 não corresponde exatamente ao meu perfil, embora meu primeiro carro tenha sido um Fiat e eu ainda mantenha certo carinho pela marca. Mesmo assim, este subcompacto premium me surpreendeu e acredito que deva ser considerado por quem procura um veículo com proposta semelhante.

Mais do que um carro de rede social, este Fiat 500 parece ter encontrado sua última dona. Não se trata apenas de cuidado estético: existe também atenção à manutenção e à preservação do veículo, embora ele não seja tratado como um carro de coleção — mesmo reunindo características para isso. Diariamente, cumpre seu papel como máquina e, de quebra, ainda trabalha como “modelo” diante das câmeras.

O Fiat 500 surpreendeu você tanto quanto surpreendeu a mim?

Ficha técnica do veículo: https://www.carrosnaweb.com.br/fichadetalhe.asp?codigo=1239#google_vignette

Youtube: https://youtube.com/@automobilista_ti?si=cLUHAMR24r-F74Q8

Instagram: https://www.instagram.com/automobilista_ti/

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