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Arquitetura e Design Contemporâneo

Indústria Criativa

Alternativa para a crise

Por João Rieth

3 min de leitura

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Foto: João Rieth

Cerca de 3% do PIB mundial (mais de US$ 2,25 trilhões de dólares) está na economia criativa. E, segundo o estudo da consultoria PricewaterhouseCoopers(PwC) , a estimativa é que seu crescimento seja acima da média mundial: 4,6% até 2021, mais que os 4,2% da média de todas economias. Atualmente , estima-se que mais de 30 milhões de pessoas estejam trabalhando em atividades criativas em todo o mundo e 1,2 milhão na informalidade. No Brasil, segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), são cerca de 850 mil brasileiros que atuam neste setor que movimenta R$ 155 bilhões. Mesmo nos períodos de crise, a curva da geração de trabalho é ascendente, liderado pela tecnologia da informação. Desde 1998 as primeiras definições de “Economia Criativa” são debatidas entre acadêmicos e especialistas de mercado.

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A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), fala em 11 setores. Já a publicação Creative Industries – Mapping Document, produzida pelo governo britânico, definiu 13 segmentos criativos que podem ser divididos em quatro grandes áreas:

Mídia

– Editorial (livros, revistas e conteúdos digitais);

– Audiovisual (conteúdo em vídeo, programação televisiva e transmissões em geral);

Consumo

-Arquitetura (edificações, paisagismo e planejamento de espaços);

– Design (design de produtos, design de interiores, produção gráfica e multimídia);

– Moda (vestuário);

– Publicidade (marketing, pesquisa de mercados e organização de eventos);

Cultura

– Artes e Patrimônio (museologia, produção cultural e patrimônio histórico);

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– Música (gravação, edição, criação e interpretação musical);

– Artes cênicas (atuação, produção e direção de espetáculos);

– Expressões culturais (artesanato, folclore, gastronomia e festivais);

Tecnologia

– Pesquisa e Desenvolvimento (investigações acadêmicas);

– Biotecnologia (bioengenheria e pesquisas laboratoriais);

– Tecnologia da informação (softwares, desenvolvimento de sistemas e robótica);

Contudo, não basta que a atividade esteja ligada a estes setores para que necessariamente esteja no âmbito da economia criativa. Embora não haja uma definição formal da relação entre dedicação às funções criativas versus funções mecânicas ou burocráticas, uma atividade é considerada parte desta indústria quando há caráter de inovação, pioneirismo e geração de valor para um produto ou serviço. Para as Nações Unidas, trata-se de um impulsionador de desenvolvimento humano que pode gerar bem-estar social, auto-estima individual, diálogo entre os diferentes e mais qualidade de vida.

Os ganhos econômicos garantem a sobrevivência das empresas, mas o conjunto das indústrias criativas tem um propósito maior: a capacidade de gerar, reforçar ou transformar símbolos culturais de uma sociedade. Além de crescer exponencialmente, a indústria criativa gera muitos empregos e valoriza a capacidade inovadora da população.

Para Ana Clara Fonseca, coordenadora do Programa de Educação Continuada da Fundação Getúlio Vargas em Economia Criativa, “uma das grandes belezas da economia criativa é justamente resgatar a importância do capital humano dentro da economia”.

Em Criciúma, os Cursos de Artes Visuais e Design da UNESC criaram a partir de 2020, o núcleo da Indústria Criativa com o objetivo de formar profissionais mais capacitados para atuar neste segmento. Disciplinas compartilhadas entre as duas áreas de conhecimento irão complementar a formação específica destes profissionais, principalmente no que se refere à cultura e identidade regional e o mundo digital.

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