Medidas emergenciais para reduzir prejuízos na avicultura

Por Ana Paula Cardoso - anacardoso@engeplus.com.br

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Medidas emergenciais para reduzir prejuízos na avicultura
Foto: Fotos: Ana Paula Cardoso

A escassez de milho no mercado, insumo destinado à produção de ração para as aves preocupa os produtores do Sul do Brasil. Na região Sul catarinense, os avicultores temem não ter mais comida para dar aos animais nos próximos dias e ter que fechar os aviários. Em reunião nesta tarde, deputados federais, estaduais, lideranças políticas regionais, empresários e avicultores estiveram reunidos na Câmara de Vereadores de Nova Veneza para discutir medidas para resolver o problema. Duas medidas emergenciais foram apresentadas pelo deputado federal Ronaldo Benedet, que não haja quebra na agroindústria na região Sul do Estado.

“Nem a região e nem o Estado têm estoque regulador de milho e Santa Catarina não é autossuficiente na produção de milho. Estamos novamente em crise no setor agroindustrial, mas por influência, também, de fatores econômicos internacionais”, afirmou o deputado. Na ocasião também foi produzida uma pauta de reivindicações ao Governo Federal.

A primeira medida anunciada é a venda de milho a balcão que será promovida pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O produto estará disponível na próxima semana, ao preço de R$ 21 a saca de 60 quilos, aos pequenos produtores inscritos na companhia. Cada um poderá comprar 16 mil sacas, o que, estima Benedet, é suficiente para dois meses.

A segunda é a abertura de compra, para a agroindústria, de milho no Mato Grosso. “Os ministérios da Agricultura e da Fazenda vão possibilitar às maiores agroindústrias a compra de milho produzido em Mato Grosso, com autorização da Conab, ao valor entre R4 18 e R$ 21 a saca. Para isso, as agroindústrias receberão um subsídio do Governo federal para o transporte. Não haverá limite de compra, será feita conforme a necessidade de cada um. Assim, a agroindústria compra o milho para fazer a reação aqui e distribuir”, explica Benedet.

O presidente da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), Rogério Frigo, avaliou a reunião como positiva. "Com o apoio dos envolvidos e a união de forças elaboramos uma carta com 17 itens. Os pontos serão revisados neste final de semana, e a partir de segunda-feira vamos ao encontro dos governos Federal e Estadual para resolver a situação de alta no preço do milho e do farelo de soja, além de pedir a liberação de linhas de crédito e a prorrogação de financiamentos aos produtores integrados", ressalta.
Frigo salientou que o tempo é curto para que se encontre uma solução para o problema. "Precisamos ser rápidos, os avicultores devem ahuentar no máximo mais dez dias". O mesmo problema de Santa Catarina afeta produtores dos estados do paraná e Rio Grande do Sul.

Conforme o representante da Agrovêneto, João Eraldo Dal Toé, no Sul do Estado há cerca de mil produtores integrados que produzem aves, 7,5 mil funcionários nas agroindústrias, 300 prestadores de serviços no setor e 650 pessoas prestam serviços terceirizados. A renda líquida gerada pelos produtores de frangos – dados de 2011 – é de R$ 6 milhões/mês e R$ 72 milhões/ano.


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