Mineiros aposentados lembram suas histórias nas minas de carvão
Por Joice Quadros
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No sábado, 25, um encontro casual reuniu três mineiros aposentados das minas de carvão de Criciúma e Região e começaram a lembrar das histórias de seus apelidos. Sabe-se que é folclórica a colocação de apelidos nos companheiros que trabalham nas minas, talvez uma forma alegre e descontraída de fazer passar o tempo trabalhando em subterrâneos.
Os três que se encontraram e registrei a cena (foto), foram Arnoldo Mattos, o “Lobo Solitário”, que não contou a origem do seu apelido, Cláudio Medeiros, que disse não ter apelido porque era o “encarregado” da mina e avisou que quem lhe desse apelido seria demitido, e Deoclésio Cechinel, o “Pitoco”, que perdeu alguns dedos da mão. Deoclésio trabalha nos dias atuais com seu carrinho para vender pipoca no Calçadão da Praça Nereu Ramos, centro histórico de Criciúma, onde aconteceu este encontro. E por aí seguiram as mais diferentes lembranças de apelidos hilários. Entre estes, um que jurou não abrir a boca para não ganhar apelido e logo começou a ser chamado de “Calado”. "Memórias que renderiam um livro" acredita Arnoldo Mattos.
Joice Quadros. Economia, Mercado e Política. Bacharel em Jornalismo (UFRGS). Professora e Pesquisadora, com obras publicadas. Cadeira 28 da Academia Criciumense de Letras e Membro da Diretoria da Associação de Jornalistas Escritoras do Brasil/Santa Catarina.

