Teoria em gestação
Por Willi Backes
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TEORIA EM GESTAÇÃO
Texto – Willi Backes.
A internet eternizou dezenas de vídeos com depoimentos e votos eloquentes de Ministros da Suprema Corte Brasileira, tendo por tema central as falcatruas, acordos, roubos, propinas e outros crimes praticados em longo período político sob gestão do PT tendo no comando o ex-presidiário descondenado, porém não inocentado, Lula. São inúmeras manifestações oficiais, estão todas gravadas em atas ou arquivos da mídia.
Nenhuma dessas manifestações, oficiais e/ou espontâneas, foi desmentida ou amenizada pelos autores togados.
O que teria acontecido de lá até os tempos atuais, pois agora percebemos dos mesmos o silêncio de alguns e olhar de paisagem de outros?
Em 2022 se formou no País, um ajuntamento nada republicano: um consórcio inédito de veículos de comunicação, entidade superior do judiciário nacional, monopolistas, poderosos financistas notadamente do setor bancário, organizações não governamentais sem CNPJ, parte da classe artística televisiva, e, sempre eles, formadores patrocinados de opinião.
Após o ex-presidente ser condenado por três instancias judiciais, eis que se não quando, um magistrado que também o havia condenado, fez uma releitura (?) do processo e descobriu que o CEP de Curitiba em que o mesmo fora condenado em primeira instância, era incorreto e mudou-se, com aval dos demais, para CEP em Brasília. Provas não foram anuladas, mas, o processo reiniciado na primeira instância na capital federal. Parte do processo e condenação “caducou” devido a idade do réu.
Curioso: devido a idade do autor de rosário criminoso, não pode ser condenado e cumprir pena, mas, pode ser candidato à presidência da república.
Após o ajuntamento do Geraldo Alckmin na condição de candidato à vice na chapa lulista, ato nunca “engolido” pelos petistas raiz, pois antes fora fervoroso opositor, aflorou o teatro das tesouras, com novas adesões da velha-guarda da politicagem nacional.
Os resultados do primeiro turno das eleições em 2 de outubro, com relação de eleitos na sua expressiva maioria identificada com o Presidente Jair Bolsonaro e seu programa de ideais e modo de governar, fez com que o plano ardiloso de poder dos “mascarados defensores da democracia” ativasse as alternativas engenhadas.
E quais seriam as alternativas para chegar e assumir o poder?
Plano 1 – eleger o Lula com Alckmin de vice em primeiro turno. Com Lula no poder, tudo é possível, pois ele sempre foi um acessível negociador, em todos os sentidos e formas. No mecanismo é apenas um dos instrumentos.
Plano 2 – eleger o Lula com Alckmin de vice, em segundo turno, reativar e acelerar os processos contra o mesmo, hoje descansando em gavetas, mas não encerrados. Lula cassado, Alckmin no poder, candidato a reeleição em 26.
Plano 3 – eleger o Lula com Alckmin de vice, em segundo turno, e vigiar as condições da saúde precária do eleito, e assim, substituí-lo. Fato idêntico e igual ao ocorrido no passado recente com o Governador de São Paulo, Mario Covas.
O tempo é o senhor da razão. Teorias são teorias até que os fatos ocorram. A realidade choca menos quando as ações são antecipadamente identificadas.



