Birra contrária à história
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Por Willi Backes
2 min de leitura

Alguém já disse que “VELHO É UM JOVEM QUE DEU CERTO”. Por analogia pode-se dizer que “CIDADE É UM VILAREJO QUE DEU CERTO”.
O sul catarinense, considerando trajetória histórica, é um pouco mais do que centenário na construção humana, econômica e cultural. A primeira geração de construtores já não está entre nós. A segunda está por se findar. A terceira geração construtora na sua maioria ainda está presente, composta por experientes edificadores e conselheiros.
A quarta e quinta gerações formam hoje a imensa maioria, a elas cabem usufruir e fazer valer os conhecimentos adquiridos e também repassados pelas gerações anteriores, modelando a sociedade para a sexta geração que ainda virá.
OS DEDOS QUE REFUTAM.
É da índole da juventude - por vezes desatenta – a não percepção da importância fundamental de se conhecer e reconhecer os fatos, atos e protagonistas do passado recente e distante. Apontar os dedos apenas para perspectiva horizontal futura e ignorar a retaguarda histórica edificada, é desconsiderar a base construída por abnegados construtores da sua própria linhagem ascendente. História não conhecida é igual “rama de aipim sem raiz”.
Elogiável sob todos os aspectos os esforços empreendidos por agentes culturais e turísticos nos municípios, quando muitas vezes em luta inglória, mas com mediano sucesso, tentam resgatar para poder registrar, contar e recontar a história de cada comunidade. Sem conhecimento da história, mais difícil construir o futuro.
RESPONSABILIDADE DA GESTÃO PÚBLICA.
Conhecer e ensinar história é obrigação do gestor público e dos familiares. Muito da história das comunidades está nas denominações das ruas e avenidas, edificações e nos próprios nomes dos educandários.
De onde viemos? Quem fomos? O quê e como fizemos? Qual legado?
Entristece e desaponta quando a cada ano municípios comemoram apenas a data da emancipação político administrativa, relegando a plano algum a data do início da colonização e fundação. Por vezes a data da fundação aparece de forma subliminar.
Na carteira de identidade que portamos consta obrigatoriamente a data do nascimento e dos Pais, e não a data dos 18 anos quando da emancipação civil.
Forquilhinha, assim como Nova Veneza, Urussanga e outras comunidades, construiu no limite geográfico do município, portal e letreiro com caracterizações culturais da comunidade. É ação e passo relevante.



