Chega a 90% avaliação negativa do governo pelo mercado, aponta pesquisa Genial/Quaest

Governo de Lula (PT) e Alkmin (PSB)

João Nakamura, da CNN São Paulo, publica, nesta quarta-feira, 4, uma avaliação do governo Lula neste seu terceiro mandato, de acordo com dados da pesquisa Genial/Quaest. “A avaliação negativa do mercado financeiro sobre o terceiro mandato do governo Lula(PT) voltou em dezembro ao pico de 90%”, diz a reportagem, sem registrar que este governo não é só do PT de Lula, mas também do PSB de Alkmin e do ministro Flávio Dino, também do PSB e atualmente no STF. Fazendo um jogo de dobradinha com o STF pressionando o Congresso Nacional e favorecendo o governo, a economia financeira do Brasil vai por água abaixo.

Melhor momento

De acordo com a pesquisa, na série histórica Quaest/Genial o melhor momento deste governo foi em julho de 2023, época em que o “novo arcabouço fiscal” e a reforma tributária caminhavam para aprovação no Congresso.

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Foi para pior

No final de novembro, um aguardado conjunto de medidas de contenção de despesas do governo frustrou expectativas e foi mal recebido pelo mercado. Desde então, com a deterioração das contas públicas, a percepção foi piorando chegando aos 90% negativos agora no final do ano. A avaliação foi de “medidas insuficientes” e o erro do governo com a medida populista de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais.

A farsa da redução do Imposto de Renda

Claro que ninguém que vive de salário quer pagar Imposto de Renda. Mas esta medida do governo Lula-Alkmin, pode até reduzir na fonte, mas não neste momento da economia, porque vai redundar em uma corrente tão grande de aumentos compensatórios e inflação que será maior que não pagar Imposto de Renda.

Público específico

Esta consulta da Quaest foi feita com economistas (gente que estuda e entende do assunto) de 105 fundos de investimento em São Paulo e Rio de Janeiro entre os dia 29 de novembro e 3 de dezembro.

Situação real

No acumulado de janeiro a outubro deste ano, as contas públicas (do governo) estão negativas em R$ 64,38 bilhões, ou seja, gastando mais do que arrecada e dificultando a missão do governo em cumprir a meta fiscal. Este número, entretanto, é melhor do que em 2023, quando o rombo nas contas públicas foi de R$ 76,21 bilhões.

Joice Quadros. Economia, Mercado e Política. Bacharel em Jornalismo (UFRGS). Jornalista, Professora e Pesquisadora, com obras publicadas. Especialista em Comunicação Empresarial, Educação e Meio Ambiente. Nasceu em Santo Ângelo(RS). Mora em Criciúma (SC).

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