Direitos de nome para o Heriberto Hulse
Por Willi Backes
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O Comerciário E.C. foi fundado em 13 de Maio de 1947. Na Ata de Fundação constam os nomes de Carlos Augusto Borba, Antenor Longo, Sinval Rosário Bohrer, Salentino Ramos, Clemente Hertel, José Carlos Medeiros, Rui Rovaris, Carlos Rovaris, Homero Borba, Eddie Barreiros Mello, João Batista Brígido, Lédio Búrigo, João Antunes, Nelson João Garcia, Hercílio Guimarães e Jacob Della Giustina.
O primeiro Presidente do Comerciário EC foi Sinval Rosário Bohrer eleito para o período 1947 à 1951, tendo ainda sido Presidente em 1959.
O Comerciário EC é co-fundador da LARM em 1948. A competição local e regional do Campeonato de Futebol semi-profissional e profissional promovido pela LARM foi vencido pelo Comerciário EC em 1949, 1950, 1951, 1955, 1957, 1958, 1960 e 1961.
Ainda na condição e denominação de Comerciário EC, foi Campeão Estadual de Futebol Profissional em 1968, quando era Presidente Aristides Bolan.
O renomado Advogado Antônio Silvio Búrigo Carneiro foi Presidente do Comerciário EC nos períodos de 1954 e 1955, e, em 1959.
Em 1955, o Comerciário EC inaugura o Estádio Heriberto Hulse. O estádio recebeu essa denominação em homenagem ao Governador Heriberto Hulse, natural de Tubarão/SC, que na época fez doação de um gerador para iluminação dos jogos noturnos e abastecer de energia elétrica toda a estrutura funcional.
O Presidente Antônio Silvio Burigo Carneiro, além de liderar e conquistar os benefícios na construção do Estádio Heriberto Hulse, foi Campeão de Futebol da Cidade de Criciúma em 1955.
“MERCHANDISING NAMING RIGHTS”
Em tradução similar, as “Técnica Mercadológica do Direito de Nome”, é uma prática institucional e promocional utilizada no mundo comercial moderno no desporto há muitas décadas, instintivamente desde o princípio.
Os americanos, lá do norte, são especialistas nessa relação. Universidades, clubes, agremiações, quadras, arenas, times em todos os esportes, ostentam nomes promocionais e comerciais. O que falar então das corridas de carros, especialmente a Formula 1.
Quem já não viu ou ouviu um time dos mais tradicionais do mundo chamado de Fubball-Club BAYERN München, que joga na ALLIANZ Arena?
Em 1902 cervejaria resolveu transformar área do seu parque industrial em estádio de futebol em São Paulo. Surgia para o futebol, o Parque Antarctica de uso do Palmeiras. Palmeiras que era chamado de Palestra Itália, porém as restrições decorrentes da Guerra Mundial forçaram a mudança para Palmeiras. Hoje o Palmeiras é proprietário talvez do mais moderno estádio do Brasil, o ALLIANZ Parque.
Importantes ações mercadológicas no desporto no Brasil não tiveram vida longa, unicamente devido a estupidez e chantagismo econômico dos meios de comunicação esportiva. Assim foi com a Malwee Malhas (2001), de Jaraguá do Sul, quando construiu a Arena Malwee e montou o espetacular time Malwee Futsal e, com o Athético Paranaense quando este comercializou o nome do seu estádio para a denominação de Kyocera Arena (2005).
Nos tempos atuais, o Red Bull Brasil, time de Bragança Paulista, com excelentes resultados esportivos nos Campeonatos Paulista, Série A do Brasileiro e Competições Internacionais, é chamado de tudo, menos de Red Bull Brasil, que é como está registrado junto à Federação e Confederação.
GINCANA PROMOCIONAL, CIDADE X CIDADE
Desde sempre foi hábito em todo o planeta denominar um clube/time de futebol com o nome da cidade sede, tipo, Barcelona, Real Madrid, Liverpool, assim por diante. No Brasil também, tipo São Paulo, Santos, Bahia, São José, Maringá, Londrina, assim por diante.
Em Santa Catarina é cidade x cidade, parece uma gincana. Temos e já tivemos de tudo: Criciúma, Tubarão, Itajaí, Joinville, Concórdia, Lages, Chapecoense, Caçador, Blumenau e muito mais. A razão principal para a escolha da denominação nunca foi econômica, mas, apelo emocional.
As denominações dos campos e estádios – até recentemente – sempre respeitou homenagear o doador do terreno ou de algum equipamento, datas comemorativas, ex-dirigente colaborador, ex-atleta jogador, tipo, Mané Garrincha, Mario Filho, Rei Pelé, Augusto Bauer, Heriberto Hulse, etc.
MARKETING INSTITUCIONAL E PROMOCIONAL.
Relacionando os emergentes conceitos mercadológicos com a cidade de Criciúma e o clube com o mesmo nome, importa, urge imaginar e planejar ações para concepção associada. O futebol profissional e semi-amador promovido pelo Criciúma Esporte Clube, além de todas as consequências emocionais, educacionais e promocionais da entidade e da cidade, é um importante negócio que beneficia com receitas financeiras e promocionais à inúmeras atividades, gerando oportunidades para o trabalho e contribuições sociais.
O bem-estar do Criciúma EC é benéfico para o histórico institucional e econômico das Entidades e Organizações, para o Poder Público Municipal, para iniciativas empreendedoras correlatas.
Se a promoção do futebol profissional é um negócio, e que de certa forma ou de todas as formas beneficia a todos – desconheço que alguém possa ser prejudicado com sua organização – os valores investidos necessariamente devem ser socializados, na receita e nos investimentos.
Agora, o conceito que defende prospectar patrocínio temporário ou definitivo para a denominação do estádio de futebol, hoje Estádio Heriberto Hulse, é sábio, prudente e racional quando se planeja captar recursos substanciais mantenedoras.
E mais, sempre haverá departamento ou equipamento na infraestrutura do clube que possa perpetuar homenagem ao senhor Heriberto Hulse



