Eletrônicos, sofás e artigos de decoração entre os campeões de venda na pandemia
Mudanças de hábitos refletiram direto nas mudanças de consumo
Em tempos de ficar em casa devido a pandemia, há relatos que chegam à Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Criciúma dando conta que os produtos mais vendidos nos últimos meses foram celulares e eletrônicos em geral, sofás, colchões, pijamas e artigos de decoração. Escritórios de arquitetura também comemoram a realização de projetos de pequenas reformas e melhorias nos espaços internos das casas, o que leva a movimentar lojas de materiais de construção e decoração,. São setores que refletem o “ficar em casa com mais conforto” ou ter que adaptar aquele cantinho ou aquela peça em um home office para continuar trabalhando ou para as aulas on line das crianças..Já do setor supermercadista há relatos sobre muito movimento, mas as compras são de produtos básicos, refletindo também tempos de dinheiro curto.
A inesquecível experiência de tudo parar do dia para a noite não foi diferente na CDL de Criciúma. “Estávamos começando um trabalho pelos bairros, dia 17 de março, e no outro dia tivemos que parar sem entender bem o que estava acontecendo”, conta Andréia Gazola Salvalággio, presidente da CDL. Ninguém sabia. Atônitos, o comércio fechava as portas, festas e eventos eram cancelados e só se ouvia falar em ficar em casa e se proteger do Covid-19. “Não sei o que fazer, preciso da tua ajuda”, foi a frase mais repetida nesses dias, conta Andreia Salvalággio. Não foram e não estão sendo dias fáceis. “Hoje já conseguimos olhar para 10 a 15 dias à frente, depois de um longo período onde não se sabia pela manhã o que aconteceria no período da tarde”, relata. “Foi um susto, mas vamos dar a volta por cima porque nosso comércio é forte e as expectativas são boas”, acredita. Entre as expectativas, estão a volta das festas e eventos, com potencial para movimentar o segmento que vai das lojas especializadas, aos artigos de decoração e espaços para recepções.
Apesar de otimista, a presidente da CDL não descuida do momento em que vive. “A prioridade, hoje, é não descuidar das orientações das autoridades sanitárias para não ter que parar tudo de novo”, alerta. Entre os inevitáveis problemas criados, um deles é o possível desabastecimento das lojas em virtude da parada de fábricas e comércio de São Paulo, que é o centro dinâmico da economia no país. Problemas também com importados, que é visto pela CDL como oportunidade para as empresas de fabricação nacional. A CDL de Criciúma reúne 1100 associados e um universo estimado de três mil lojistas. Andréa Salvallággio é presidente da entidade desde janeiro de 2019.
Joice Quadros
Bacharel em Jornalismo (UFRGS). Pós-graduada em Educação e Gestão Ambiental. Especialista em Endomarketing e Comunicação Empresarial. Jornalista JP00339SC. Pesquisadora. Autora de livros de pesquisa histórica e biografias. Cadeira 28 da Academia Criciumense de Letras. (48) 99984 9967 joicedequadros@hotmail.com
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