Médicos e recursos financeiros escassos atrasam soluções para a Saúde infantil em Criciúma
Secretaria quer contratar seis pediatras nos próximos dias

“É difícil encontrar profissionais, mas estamos contratando mais seis pediatras para atender a crise de atendimento infantil nos hospitais e postos de saúde de Criciúma”, informa o Secretário de Saúde de Criciúma, Arleu da Silveira. Além de haver poucos profissionais disponíveis, o problema é também a falta de recursos financeiros que Criciúma está buscando junto ao governo do Estado para tentar administrar a situação. Questionado sobre a possibilidade de usar ambulatórios móveis, como foram os centros de triagem durante a pandemia, não descartou, mas disse que precisavam de mais médicos e recursos financeiros para estas medidas.
O Secretário Arleu descartou também a possibilidade das escolas e creches serem “centros difusores de viroses” e que todos os cuidados, como álcool gel e máscaras estavam sendo usadas nas escolas do município. Sobre uma entrevista de um médico pediatra durante a pandemia dizendo “que haviam poucos casos de crianças com problemas de saúde” porque estavam em casa e “quando voltassem as aulas e creches” aconteceriam novamente surtos de contaminação, o Secretário Arleu disse que não procede porque, em Criciúma, só houve lockdown nos colégios por 15 dias durante a pandemia e, depois, ficou a critério dos pais enviarem as crianças para a escola. “As crianças estão mais seguras na Escola, além de terem quatro refeições por dia”, finalizou o Secretário.
Joice Quadros/Jornalista diplomada pela UFRGS
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