Mudou o perfil do eleitorado : mais maduro, feminino e instruído

Mudança que deve influir também na economia

Está sendo observada uma mudança no eleitorado, a partir de dados publicados no Tribunal Superior Elelitoral (TSE). No eleitorado do Rio Grande do Sul de 2020 está predominando a presença feminina, mais madura e instruída. Segundo analistas políticos, se isso vai resultar em votos, só as urnas nas próximas eleições municipais em novembro que vão contar. Outro dado observado, é que nos últimos quatro anos a quantidade de jovens eleitores de 16 a 24 anos caiu 17,3% no Rio Grande do Sul. Já a redução da parcela de 16 e 17 anos, com voto facultativo, a redução é de 62,3%, fato que pode apontar um desinteresse dos jovens pela política. Segundo analistas, estes dados podem seguir , também, uma tendência nacional.

Toda esta mudança no perfil da população nacional já vem sendo apontada há muitos anos por estudos publicados . Pesquisando, encontrei um estudo publicado por Rodrigo Ventura, da Marcoplan, em agosto de 2010, analisando que “nos próximos 20 anos, as empresas irão se defrontar com mudanças no perfil de consumo de seus potenciais clientes. Diversos fatores estruturais, como o envelhecimento populacional e a valorização da qualidade de vida”, entre outros, “serão responsáveis pelo ingresso de novos consumidores que, adicionalmente, se mostrarão cada vez mais exigentes e responsáveis do ponto de vista socioambiental”, diz o estudo, que fala também no “ Consumo +60: aumento da demanda por produtos e serviços orientados ao consumidor com mais de 60 anos em virtude do envelhecimento populacional”.

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As estatísticas do Censo 2000, do IBGE, apontam que houve um acréscimo de 17,8% no número de brasileiros com mais de 60 anos, em relação ao Censo de 1991. Em 1991, o Brasil tinha 10,7 milhões de idosos. Em 2004, esse número chegou a 17,6 milhões e, em 2008, viviam no Brasil 21 milhões de pessoas com idade acima de 60 anos. Neste ano de 2020, o grupo de idosos deverá estar em aproximadamente 30 milhões. Segundo o IBGE, este crescimento não foi apenas em números absolutos, mas também percentualmente sobre o total da população brasileira, saltando de 7,3% em 1991 para 8,6% em 2000, chegando a 9,7% em 2004, atingindo 11,1 % em 2008. Ao lado deste movimento, encontra-se o expressivo aumento da longevidade da população brasileira. Em apenas 24 anos (1980-2004), a expectativa média de vida passou de 62,2 anos em 1980 para 71,7 anos em 2004, e 72,9 em 2008. A renda mensal dessa faixa etária tem crescido significativamente. A estimativa é que o rendimento dos idosos passará de 16 bilhões de reais em 2006 para 25 bilhões de reais em 2020.

Nesse contexto, o envelhecimento populacional trará impactos significativos para diversos setores, dado que esta faixa da população possui demandas próprias, muitos ainda têm vida economicamente ativa e estão preocupados em viver mais e melhor. Tanto na sua saúde pessoal, como nas decisões políticas que afetam diretamente a sua vida.

Joice Quadros

Bacharel em Jornalismo (UFRGS). Pós-graduada em Educação e Gestão Ambiental. Especialista em Endomarketing e Comunicação Empresarial. Jornalista JP00339SC. Pesquisadora. Autora de livros de pesquisa histórica e biografias. Cadeira 28 da Academia Criciumense de Letras. (48) 99984 9967 joicedequadros@hotmail.com

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