Os tempos em que o mundo ficou no escuro e parecia ter perdido o rumo

O encontro da medicina e economia para o pós-pandemia

Estamos em julho de 2020 e notícias dão conta que conseguiram desenvolver uma vacina contra o vírus Covid -19, este senhorzinho que parou o mundo. A esperança renasce para uma vida normal com a perspectiva de vacinação em massa a partir dos próximos seis meses. Vitória da medicina e da ciência, que desenvolveu a vacina em tempo recorde, e da fé das pessoas que trabalharam para isto, acreditando que seria possível. Em um mês cheio de promessas, no dia de hoje, 21, o governo brasileiro entregou no Congresso Nacional uma proposta para a tão esperada Reforma Tributária. Bolsas de Valores reagem e o Conselho Europeu, composto pelos governantes dos países da União Europeia, aprovou a emissão dos “coronabonds” no valor de 750 bilhões de euros, destinados a subvenções dos países mais atingidos pela pandemia e a empréstimos a baixos juros.

Mas... voltemos alguns meses. Nada diferente de tempos de guerra, com informações e contra-informações, que começaram lá atrás, com sinais de fumaça, evoluíram para a escrita, depois emissoras de rádio, TV e hoje pela internet.

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O governo está certo. O governo está errado. Use a máscara. Mas cuidado, pode se intoxicar. Fique em casa. Mas também é bom sair um pouco e tomar sol. Vão faltar leitos nos hospitais. Há leitos, mas não há gente especializada para cuidar dos doentes. Esgotou o estoque de pessoas capacitadas. Tome Cloroquina. Não tome. Tome Ivermectina. Não tome. Espere o médico determinar o tratamento. Só vá procurar ajuda médica depois de uma semana com sintomas de suspeita do Covid-19. Não ! Vá logo nos primeiros sintomas procurar ajuda. Parem as escolas. Parem o comércio. Parem o transporte público. Parem a indústria. Parem tudo. Lockdown. Deu certo. Será? É necessário ? Não. Não é. É só uma gripezinha. Mas gripezinha que mata? Quantas famílias perderam pessoas queridas. Muito triste. Mas eram pessoas com comorbidades (aprendemos mais uma palavra). Mas e as que não tinham comorbidade e morreram? Vamos ter a maior depressão econômica de nossa história. Pessoas vão morrer de fome porque não conseguem trabalhar. O governo corre com ajuda para os mais necessitados. Vem o escândalo de pessoas não necessitadas que pegaram esta ajuda. Mais escândalos com desvio de verbas públicas na compra de equipamentos para salvar pessoas. Continua a festa da corrupção? Mais trabalho para a Polícia Federal. Festas às escondidas, outras nem tanto, são realizadas. Mas estão proibidas aglomerações. Multa. Polícia agindo. Pessoas denunciando. Catástrofe econômica à vista (diziam em março). Não. Agora parece que não vai ser tão pior assim, dizem os analistas econômicos... e medicações preventivas, como a Cloroquina e Ivermectina, deram certo em alguns lugares... estão até achando que pelo fato de países que as populações são imunizadas com outras vacinas, como a BCG, quando nascem, pode ter ajudado na imunização... e no sobe e desce dos números da crise, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apenas mostrou que não estava preparada para enfrentar uma pandemia mundial... ou não? Para fechar o cenário, entram em cena os temas ansiedade e problemas emocionais decorrentes do isolamento social. Vivemos, sim, este tempo.

Joice Quadros

Bacharel em Jornalismo (UFRGS). Pós-graduada em Educação e Gestão Ambiental. Especialista em Endomarketing e Comunicação Empresarial. Jornalista JP00339SC. Pesquisadora. Autora de livros de pesquisa histórica e biografias. Cadeira 28 da Academia Criciumense de Letras. (48) 99984 9967 joicedequadros@hotmail.com

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