Pandemia derruba 28% da produção e região se equilibra na economia diversificada

Setor produtivo começa a fazer as contas dos prejuízos causados pela pandemia

O ano estava começando bem, mas a pandemia chegou na altura do mês de março, ceifando vidas e deixando um rastro de desolação. Passados os primeiros momentos do salvar vidas, o setor produtivo começa a fazer as contas e registra que sua queda, nos 27 municípios da região sulcatarinense, girou em torno de 24 a 28%, relata o empresário Diomício Vidal, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc). No Estado, a queda girou na média de 35%, com algumas regiões se saindo um pouco melhor e outras ficando bem mais complicadas. Em sua avaliação, o sulcatarinense não sofreu tanto porque tem uma economia muito diversificada, mas vai levar no mínimo seis meses para começar a superar a crise. A queda no nível de empregos foi 14,8% na região. Estes dados foram discutidos em reunião via web, dia 29 de maio, coordenada pelo empresário Diomicio Vidal e reunindo a maioria dos sindicatos patronais que representam a atividade produtiva no sulcatarinense.

Entre os setores que mais sofreram os efeitos da pandemia está o do vestuário, até por uma razão climática. Estava em produção o vestuário para o inverno, com matéria prima comprada, quando começou a crise sanitária e a queda nas vendas, além dos cancelamentos de compra pelo comércio. “Toda a cadeia produtiva foi atingida”, analisa Diomício Vidal. Para não ficar de todo parada, relata que muitas empresas do setor passaram a produzir jalecos e vestuário para a área médica, que centralizou as atenções neste primeiro semestre.

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Os 27 municipios do sulcatarinense contam com 5.250 empresas, gerando 70.500 empregos. Destas empresas, 5% se enquadram como grandes, 20% como médias e 75% pequenas e micros. O atendimento na sede regional da Fiesc, em Criciúma, está normal, mas com horário reduzido, como em todo o sistema no Estado.

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