Setor cerâmico tem queda média de 17%, mas evita demissões

Junho já está sinalizando recuperação do setor

Comparando os meses de maio 2019 e maio 2020, as empresas do setor cerâmico do sulcatarinense apresentaram, este ano, uma queda média de 17% na sua produção. Depois de fechar 2019 com uma produção girando em torno de oito milhões e 500 mil metros quadrados de pisos e revestimentos cerâmicos, “2020 foi na mesma balada até fevereiro”, expressa o diretor Executivo do Sindicato da Indústria Cerâmica, eng. Luis Alexandre Zugno, “até chegar março e ficar tudo meio parado”. De uma capacidade instalada com produção em níveis de 85% a 90%, em 2019, despencou para 26% em abril, devido a crise sanitária provocada pelo Covid-19. Em maio recuperou para 47% e sinaliza 70% neste mês de junho. “Daqui para a frente precisamos ver como vai reagir o mercado e como vai ser a evolução da pandemia”, observa Zugno.

Em meio a toda a crise, a preocupação com os empregos. Tanto pela questão humanitária como pela especialização que é necessária para os trabalhadores do setor, visto que a cerâmica de Santa Catarina é historicamente reconhecida pela sua qualidade, com alto valor na comercialização, tanto no Brasil como no exterior. “Negociar para não demitir”, destaca Zugno, sobre os ajustes que foram feitos, como redução de salário e jornada nas fábricas e dispensa para home office do setor administrativo, com aditivos nos contratos de trabalho junto ao sindicato da categoria.

Continua após anúncio
Fim do anúncio

Entre as principais demandas atuais do setor estão a questão do gás natural e gestões junto ao Porto de Imbituba para as exportações. “Mais de 500 conteiners por mês passavam (antes da pandemia) pela frente do Porto de Imbituba com destino a Navegantes e Itajai”, relata Zugno, o que representa 80% das exportações. O assunto está “meio parado”, mas continua nas demandas do setor na área de logística.

Saiba mais:

  • São associadas ao Sindiceram as empresas Cecrisa, Ceusa, Eliane, Elizabeth, Angelgrês, Pisoforte, Gabriela e Cejatel.
  • O setor gera em torno de 5.800 empregos diretos.
  • A produção do sulcatarinense representa cerca de 10% da produção nacional.
  • Os maiores produtores mundiais são a Índia, China e Brasil.

Joice Quadros

Bacharel em Jornalismo (UFRGS). Pós-graduada em Educação e Gestão Ambiental. Especialista em Endomarketing e Comunicação Empresarial. Jornalista JP00339SC. Pesquisadora. Autora de livros de pesquisa histórica e biografias. Cadeira 28 da Academia Criciumense de Letras. (48) 99984 9967 joicedequadros@hotmail.com

Receba as principais notícias de
Criciúma e região em seu WhatsApp.
Participe do grupo!

Clique aqui

Confira mais de Economia e Mercado por Joice Quadros