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Economia e Mercado

Uma história real do que acontece na saúde pública em Santa Catarina

Por Joice Quadros

3 min de leitura

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“Ontem tarde da noite, depois de terem ficado quase 10 horas na UPA, a minha tia foi transferida para o hospital de Morro da Fumaça. A minha mãe, que também está com pneumonia, foi de acompanhante uma vez que minha tia é idosa, especial e necessita de cuidados. Eu sigo com dor de cabeça, dor de garganta, dor no corpo, febre e secreções. Caso elas necessitem de qualquer coisa, só tem eu, que trabalho de segunda a sexta em horário comercial. E que além de estar doente também, precisarei de me deslocar, sozinha, para outra cidade”.

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Este relato foi postado por Maria Henrique Leandro, 23, formada há pouco tempo em jornalismo, no grupo “Redação Pautas Criciúma”, na última quarta-feira, 21 de agosto. Maria estava angustiada e informava que havia procurado contato com o secretário da Saúde de Criciúma para ver se encontrava uma solução para deixar sua tia internada em Criciúma, mas foi informada por ele que este era um assunto da Secretaria de Estado da Saúde, “que regulam os leitos e enviam o paciente”.

Este drama de Maria levantou a questão de que estariam faltando, então, leitos SUS em Criciúma? Com quem poderia ser obtida esta informação? Quantas famílias de tantas “Marias” estariam passando por esta situação? Quais as providências que estariam sendo tomadas pelo Poder Público para equacionar a questão?

Começamos, então, buscar contatos por telefone na Secretaria de Estado da Saúde, nos números indicados no site, tanto da Assessoria de Imprensa como outros mais gerais, sem sucesso, porque uma gravação informava que o número estava incorreto. Passamos, então, email para a Assessoria de Imprensa.

Nova opção foi pedir ajuda ao ex-secretário da Saúde de Criciúma, Acélio Casagrande, para que nos orientasse para a pessoa certa a falarmos sobre a questão dos leitos. Prontamente, Acélio nos passou o contato de Moyra Jesse, da Secretaria da Saúde de Florianópolis, que também nos atendeu, mas disse que este assunto seria com a Assessoria de Imprensa e nos passou o contato.

Por meio de Moyra Jesse chegamos até a Assessora de Imprensa da Secretaria da Saúde Silviane Mannrich. Ela nos atendeu pelo wattsapp, pediu para que informássemos o veículo de imprensa para o qual escrevíamos e, depois destas informações, que enviássemos um email com a nossa demanda. Isto foi hoje à tarde, e acredito que Silviane não pode obter informações para nos passar, o que deverá fazer na semana que vem.

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Para Maria, o assunto está encerrando agora. Sua tia teve alta hoje à tarde, mas informaram que a ambulância só poderia trazer sua mãe e sua tia de Morro da Fumaça para Criciúma num prazo de 12 horas de espera. A última vez que falei com Maria, ela estava atrás de algum parente ou amigo que fosse buscar sua tia e sua mãe.

Semana que vem continuamos a pauta sobre a questão dos leitos do SUS com as informações da Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Saúde.

Joice Quadros. Economia, Mercado e Política. Bacharel em Jornalismo (UFRGS). Professora e Pesquisadora, com obras publicadas. Especialista em Educação e Meio Ambiente. Cadeira 28 da Academia Criciumense de Letras e Membro da Associação de Jornalistas Escritoras do Brasil/Santa Catarina e Rotary Club Criciúma. Nasceu em Santo Ângelo

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Leia a seguirSe dá para acreditar, foram muito boas as decisões tomadas em conjunto pelos Três Poderes
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