A Kombi do Plenário Federal

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A Kombi do Plenário Federal

A Kombi, veículo extinto, infelizmente, da Volkswagen, viveu e morreu com a reputação de sempre caber mais um, além dos espaços previstos. Em vida, cumpriu papel social e econômico, satisfazendo os usuários.

As audiências televisivas e observadores dos retratos impressos, devem se perguntar porque quando das sessões na Câmara Federal, como essas de agora que debatem a Reforma da Previdência, por detrás da mesa da presidência e assessorias estão inúmeros “papagaios de pirata” em pé, como também estão em pé, no raso conhecido para “faixa de gaza”, inúmeros Deputados Federais.

A Constituição Brasileira de 1824, promulgada por D. Pedro de Alcântara – D. Pedro I, criou a Câmara dos Deputados do Brasil, com 100 vagas para Deputados Federais.

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Em 21 de Abril de 1960 foi inaugurada Brasília, a nova Capital Federal. Naqueles tempos o Brasil já elegia 409 Deputados Federais. A Câmara Federal ficou construída na Praça dos Três Poderes.

A partir de 1994, o Brasil passou a eleger a cada 4 anos, 513 Deputados Federais, número que perdura até agora. Igual a Kombi, empurra que sempre cabe mais um, mesmo considerando que alguns viagem em pé.

Desde 1960, o depois denominado Plenário Ulysses Guimarães da Câmara Federal tem assentos para apenas 396 deputados, mais 3 espaços para pessoas com deficiência física, mais a mesa diretora. O primeiro assento de cada fileira é reservada para um líder partidário. O restante é pra quem chegar primeiro. Todas as poltronas ocupadas, deixam mais de 100 representantes dos brasileiros, navegando pelo plenário.

ESTÁTUAS EQUESTRES.

É comum no Brasil e notadamente dos países da União Europeia, a construção em praças públicas e também defronte à edificações históricas, impressionantes monumentos com destaque para o herói homenageada, montado em um cavalo. Tão impressionantes que a primeira reação do viajante visitante é pousar defronte e enviar para o maior número de conhecidos e desconhecidos. Por vezes o monumento identifica a cidade e país visitado, de tão popular que é o monumento.

Depois do retrato, alguns até tentam ler a placa com referências ao homenageado. O que poucos procuram saber é porque o cavalo é reproduzido de forma tão distinta.

Quando o herói está num monumento em que o cavalo está com as quatro patas no chão, o cavaleiro morreu fora de batalha, por causas naturais.

Quando o herói está montado em cavalo reproduzido com apenas uma perna/pata no ar, significa que o cavaleiro homenageado foi ferido em batalha ou morreu posteriormente em decorrência dos ferimentos.

Quando o cavalo reproduzido está com as duas pernas/patas frontais empinadas, o cavaleiro herói morreu no campo de batalha.

Escrevo essas linhas em homenagem ao pecuarista e grande conhecedor das raças equinas, Dr. Ênio Rosa, de Araranguá, Santa Catarina.

“TEASER´S” DO PRESIDENTE.

O Presidente Bolsonaro tem usado muito bem os meios de comunicação social, para através de “teaser´s” – recurso bem utilizado no marketing promocional – para sentir reação curiosa e opinativa da sociedade. Alguns dos seus famosos teaser´s: A embaixada Brasileira irá para Jerusalém, Vou acabar com os radares escondidinhos, Vou tirar o Governo do lombo da iniciativa privada, A Amazônia é do Brasil e não das ONGs estrangeiras, Mais Brasil e menos Brasília, e, muitas outras mais.

Nenhuma manchete diferente do que disse antes e durante a campanha eleitoral do que faria na Presidência. E assim vai concertando e colocando o Brasil nos trilhos.

Dentre as muitas, a última manchete foi extraordinária, disse: Estou pensando em designar meu filho Eduardo Bolsonaro embaixador do Brasil nos Estados Unidos da América.

O Eduardo, número 03 da família Bolsonaro, tem 35 anos, formado advogado, é também policial federal. Deputado Federal por São Paulo, foi eleito em 2018 com 1.843.735 votos, o mais votado na história nacional.

ANÔNIMOS COM RESULTADOS ANÔNIMOS.

Fui ao Google, só lá para saber, quem foram os últimos embaixadores do Brasil nos Estados Unidos. Eu, como todos, não os conhecemos.

O último embaixador lá foi Sérgio Silva do Amaral (5/9/16 a 3/6/19 - Temer), antes foram Luiz Alberto Figueiredo (7/5/15 a 5/9/16 – Dilma), Mauro Vieira (11/1/10 a 31/12/14 – Lula), Antônio de Aguiar Patriota (21/2/07 a 20/10/09 – Lula), Roberto Abdenur (2/4/04 a 29/01/07 – Lula), Rubens Antônio Barbosa (11/6/99 a 31/3/04 – FHC), Paulo Tarso Fecha de Lima (12/11/93 a 26/5/99 – Itamar), Rubens Ricupero (25/8/91 a 25/8/93 – Collor).

Retrocedi à 1993, Rubens Ricupero, para achar um despachante conhecido. Na verdade esse embaixador ficou notório não pelos serviços no estrangeiro, mas, como ministro do Itamar Franco, quando em entrevista para seu cunhado Carlos Monforte, da Rede Globo, deixou vazar uma pérola: “Eu não tenho escrúpulos. Eu acho que é isso mesmo: o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”. A frase ficou conhecida por o Escândalo da Parabólica.

Percebo um ganho enorme com a possível indicação de Eduardo Nantes Bolsonaro para ocupar a embaixada brasileira nos EUA. O relacionamento pessoal e familiar com o Governo Donald Trump só poderá gerar ganhos institucionais, comerciais e econômicos para as partes.

Bolsonaro e Trump farão governos duradouros.

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