A obesidade, reconhecida como uma doença crônica pela Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta milhões de pessoas em todo o mundo e vai muito além da estética. Caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, ela pode trazer diversos riscos à saúde e, tradicionalmente, é avaliada por meio do Índice de Massa Corporal (IMC).
No entanto, a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) propuseram uma nova forma de classificação, que prioriza mais a saúde metabólica do que apenas números na balança ou estética.
Um dos maiores desafios de quem quer emagrecer é estabelecer metas muito altas em pouco tempo. Isso acaba desmotivando e, muitas vezes, gerando frustração e abandono do processo.
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O emagrecimento exige paciência. Não é falta de força de vontade: existe uma série de mecanismos hormonais e metabólicos que dificultam esse processo. Mas aqui vai a boa notícia: você não precisa emagrecer muito para ter benefícios reais na saúde.
Perdas entre 5% e 10% do peso corporal já são consideradas clinicamente significativas. Dentro da nova proposta, isso pode ser classificado como “obesidade reduzida”, enquanto perdas entre 10% e 15% indicam uma “obesidade controlada”. Ou seja, emagrecimento não é sobre estética, é, principalmente, sobre melhorar sua saúde e qualidade de vida.
Impactos do emagrecimento:
3% do peso corporal: já pode trazer melhora na glicemia, fertilidade e redução do risco de complicações em doenças infecciosas, como a COVID-19
5% do peso corporal: redução da pressão arterial, melhora do colesterol HDL (o “bom”) e diminuição de sintomas como dor articular, baixa libido e até sintomas depressivos
7% do peso corporal: redução significativa do risco de desenvolver diabetes tipo 2
10% do peso corporal: melhora importante na esteatose hepática (gordura no fígado), saúde cardiovascular e redução do risco de síndrome metabólica
15% do peso corporal: em alguns casos, pode levar à remissão do diabetes tipo 2 e normalização da gordura no fígado
Para um indivíduo de 130 kg, por exemplo, perder 10% do peso (13 kg) pode não parecer uma mudança tão expressiva visualmente. Mas, internamente, o impacto é outro: o organismo se torna mais eficiente, menos inflamado e metabolicamente mais saudável. Isso se traduz em mais disposição, mais energia, melhora da autoestima e, principalmente, mais qualidade de vida.
Por isso, comece a enxergar cada pequeno avanço no emagrecimento como uma vitória. São esses passos consistentes que constroem resultados reais e duradouros. E, se precisar de orientação profissional nesse processo, contar com o acompanhamento de um nutricionista pode fazer toda a diferença.