
MULTIPLICAÇÃO DA EFICIÊNCIA, REELEIÇÃO
Reeleição é a possibilidade de eleição de um novo mandato para ocupar o mesmo cargo que já ocupa por um mandato consecutivo e renovado. A regra está vigente para cargos em algumas organizações privadas e para cargos públicos nos executivos, em todas instâncias. Nos legislativos, as candidaturas e mandatos são ilimitados. Nas cortes judiciais inexistem eleições.
O instituto da reeleição, com ocupação do cargo ou função para apenas mais um período igual ao original, foi criado com a justificativa e alegação de que o ocupante não fizesse uso e usufruto da “máquina” para autopromoção, e que isso, o levasse a se eternizar no cargo ou função.
HIPOCRISIA DA LEGISLAÇÃO
Para representação nos legislativos, as candidaturas navegam para cima e pra baixo, conforme interesses e projeções eleitorais. Sempre é possível uma vaga representativa. Nos executivos, mesmo que aprovados pelos eleitores residentes, não há possibilidade para uma terceira candidatura após duas bem sucedidas, para o mesmo cargo.
No caso, a legislação claudica quando desconsidera a vontade popular. O povo, na condição de eleitor, é sábio. Com a mesma facilidade em que coloca no trono, remove o entulho. Se é bom fica, se decepciona, sai. A lógica permite imaginar que o gestor público, com mais tempo para conhecer, aprender e fazer funcionar a máquina, terá infinitamente mais chances e oportunidades para realizar e projetar ações em benefício de todos.
BOM & BOM, FICA; RUIM, SAI
Como quase tudo nos tempos atuais, notadamente a vida e procedimentos das representações públicas, é descortinada para conhecimento público. E é o público, o popular, que faz o serviço. O entra e sai é da democracia popular. O ficar por muito tempo, também. Afinal o ficar por muito tempo também é ou seria derivado de decisão democrática popular.
NO FUTEBOL, OS MELHORES EXEMPLOS
Nada acontece por um acaso. No futebol estão exemplos a serem espelhados. Tão importante quanto montar grupo de jogadores profissionais é ter na frente de trabalho equipe para gestão da entidade.
Os bons e maus exemplos abundam. Por vezes apenas a questão da receita auferida é considerada para se montar um bom time. A má gestão dos valores, por maiores que sejam, representam também derrocadas próximas.
Por muitas razões, a principal delas a gestão do clube, fazem do Grêmio, Flamengo, Palmeiras, Athetico-PR, São Paulo e Santos, referências a serem seguidas. O outrora poderoso Corinthians, a cada mês, vê desnudada a gestão fraudulenta empreendida no politicamente incorreto. Cruzeiro, Botafogo, Vasco da Gama, Fluminense, e outros muitos, estão no “salve-se quem puder”.
CRICIÚMA EC, A PACIÊNCIA ELEITORA
No sul catarinense, o Criciúma Esporte Clube é exemplar no comparativo entre gestões administrativas e grupos de praticantes. O empresário Moacir Fernandes, sempre relembrado como grande gestor do clube, teve tempo e paciência de todos para que pudesse liderar para as inúmeras conquistas. Somados os períodos na presidência, foram quase 20 temporadas. Entre fracassos, medianas participações e as imensas conquistas, ocorreram tempos de aprendizados e ajustes. Houve a concessão de tempo ao tempo, sempre com a renovada confiança do torcedor eleitor associado do Criciúma EC.
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